OBSERVAÇÃO IMPORTANTE:

IMPORTANTE: Este blogue não tem a pretensão de ser um site científico e nem de ser uma fonte para estudos. Apenas lançamos as questões e estimulamos o debate e a análise, servindo apenas para ponto de partida para estudos mais detalhados. Para quem quiser se aprofundar mais, recomendamos a literatura detalhada das obras de Allan Kardec - principalmente "O que é o Espiritismo" e visitar fóruns especializados, que não façam parte da Federação "Espírita" Brasileira.

Os textos aqui publicados são de responsabilidade de seus autores e correspondem ao ponto de vista pessoal de seus responsáveis, sejam ou não resultado de estudos.

sábado, 20 de janeiro de 2018

Ensinando "espíritas" a fazer caridade

Apesar dos "espíritas" ganharem respeito de forças progressistas, o tipo de caridade praticada pelos seguidores de Chico Xavier nunca foi além do conceito de altruísmo entendido e defendido pelos conservadores: uma caridade paliativa, que não elimina miséria e desgraça e que nunca traz a verdadeira dignidade, servindo apenas de mero consolo diante de problemas que nunca acabam.

É estranho ver uma forma de caridade precária e paliativa ser tão exaltada pela sociedade, mesmo sem oferecer resultados reais. Há décadas esse tipo de caridade é praticado sem causar uma pequenina mudança na sociedade como um todo. Lideranças "espíritas" tidas como "maiores filantropos do mundo" são endeusadas praticamente de graça, por causa de altruísmo inócuo.

Será que lideranças "espíritas" tem que fazer curso de altruísmo, para saber como se faz a verdadeira caridade, aquela que ELIMINA PROBLEMAS e que seja responsável por transformações reais na sociedade como um todo. Ou "espíritas" são tão molengas que tem medo de grandes empresários, fazendo vista grossa a crônica ganância sempre demonstrada por estes?

É preciso lutar com todas as forças para que PROBLEMAS SEJAM ENCERRADOS. Não são palestras bonitinhas como as que ocorrem na festiva, mas inútil, campanha Você e a Paz que irão eliminar problemas. É fácil dizer para o ganancioso deixar de ser ganancioso. Difícil é cobrar do ganancioso que ele largue a ganância. 

Quando "espíritas" se encontram com gananciosos, é só para receber prêmios. E sair sem falar nada. Prêmios são uma ótima forma de estimular a passividade e  silêncio conformista. E é jogada fora uma excelente oportunidade de colocar autoridades na parede e exigir que façam coisas para que os problemas que perpetuam as injustiças sejam eliminados.

Os governos progressistas, que possuem mais senso de altruísmo que qualquer "espírita", tentaram fazer medidas que eliminassem as desigualdades sociais. Mas as grandes e gananciosas elites do dinheiro, com sua capacidade infinita de comprar tudo e todos, agiram rapidamente como forte e sólida barreira para o progresso humanitário. 

Essas elites fizeram de tudo para impedir a ação de progressistas, culminando no golpe de 2016. Golpe que os "espíritas" apoiaram e ainda apoiam. Apesar de haver progressistas que ingenuamente seguem o "Espiritismo" brasileiro. certamente pensando que Chico Xavier, que odiava movimentos sociais, era um militante guevarista.

Estranho ver lideranças "espíritas" que se consideram "senhores do universo" agirem como carneirinhos mudos quando se encontram com capitalistas, saindo mudos e entrando calados sem sequer reivindicar uma só medida de benefício aos mais carentes. Nem que seja apenas o asfaltamento de 1km de uma rua.

A caridade "espírita" deve ser diferenciada. Deve ser combativa e não consoladora. Os problemas devem ser eliminados e os mais carentes tirados da pobreza. As palestras devem ser duras com os poderosos - entenda como poderosos os donos do dinheiro e não os políticos surrados injustamente pela mídia corporativa, esta quase sempre mentirosa e manipuladora - exigindo a melhoria da distribuição de renda e direitos.

Mesmo que o "Espiritismo" seja uma religião de elite, atraindo para si gente abastada que usa a fé religiosa como capa para esconder a sua real ganância, deveria se lembrar do sempre esquecido, mas bajulado com frequência, Allan Kardec que disse que "fora da caridade não há salvação". Caridade não é dar um paliativo para que desgraçados aguentem o problema que nunca acaba. É tirar os mais carentes da desgraça. 

A opção dos "espíritas pela medieval Teologia do Sofrimento está sendo um grave erro que além de causar gigantescos estragos, afasta cada vez mais seguidores da doutrina, pois ninguém está a fim de seguir uma ideologia que diz que "sofrer é maravilhoso". 

Com isso, o "Espiritismo", que vive inventando que é a religião que mais cresce no país, reduziu seus seguidores dos estagnados 2% para 1,8% dos brasileiros, com sério risco de cair rapidamente para 0% se não descartar seus dogmas sem pé nem cabeça e a sadomasoquista ideia da Teologia do Sofrimento, que alega que "sofrer é bom demais para a evolução humana".

Se os "espíritas" não se empenharem em eliminar a miséria e as injustiças sociais, usando a caridade apenas como forma de canonizar as suas lideranças, vai se revelar cada vez mais um engodo igrejeiro que serve apenas para iludir almas ingênuas a acreditar que orações com palavras prontas mudam o mundo. Fazemos isso a mais de 2000 anos e tudo caminha para a piora cada vez maior.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

O respeito dos charlatães do "espiritismo" diante dos leigos

O "Espiritismo" brasileiro está em franca decadência. Perde seguidores a cada dia e não possui uma nova liderança a suceder o muito idoso Divaldo Franco. Sem condições de explicar a realidade e totalmente cheia de contradições, o "Espiritismo" brasileiro se mostra um fracasso quase irreversível.

Mas o "Espiritismo" brasileiro tem uma carta debaixo da manga. Um detalhe que pode favorecer a deturpada doutrina é o respeito que ela ainda te perante os leigos, aqueles que não seguem nem mesmo a versão deturpada que se instalou no Brasil. 

Leigos só costumam ver defeitos nos neo-pentecostais, fechando os olhos para os silenciosos escândalos que acontecem na seita popularizada pelo beato católico Chico Xavier. Para quem está fora, o "Espiritismo" é uma religião sem defeitos, respeitável, altruísta e progressista, sem deturpações e cujas lideranças são completamente ilibadas.

Os escândalos que ocorrem no "Espiritismo" permanecem apenas no meio, pois a mídia os esconde. Discretos, os líderes do "Espiritismo" costumam lançar mão de todas as formas para que a reputação deles permaneça intocável. Isso pode favorecer que mesmo em decadência e perdendo seguidores, o "Espiritismo" possa angariar novos seguidores.

Como fora do "Espiritismo"deturpado e também do Espiritismo original a reputação segue intacta, com o prestígio supostamente altruísta de suas lideranças mantido intacto, é possível, mas não provável que novos seguidores passem a se interessar pela deturpada doutrina, como forma de aderir a uma religião estigmatizada como uma novidade progressista.

Outras religiões tem decepcionado muita gente. A corrupção de neo-pentecostais e o envolvimento de católicos com pedofilia tem afastado muitos fiéis que continuam a procura de uma seita cristã para seguir. Como os escândalos de deturpação e provável enriquecimento ilícito de "espíritas" passa longe de seu conhecimento, a doutrina passa a ser uma opção para cristãos frustrados.

É preciso impedir a perpetuação do "Espiritismo" brasileiro, uma doutrina comprovadamente contraditória, charlatã, incompetente no trabalho de caridade e claramente conservadora. É preciso que os erros da doutrina sejam conhecidos pelo grande público para que este não seja enganado pelas promessas vazias de uma seita que finge ser progressista sem ser.

Temos que tomar cuidado com o "Espiritismo" brasileiro que tem condições de atrair um bom número de ingênuos a substituir os fiéis que estão saindo. Divulgar os escândalos dentro da doutrina é uma forma de caridade e se não for feita, a evolução humanitária irá travar graças às mentiras, contradições e promessas de uma religião que sempre assume o oposto do que realmente é.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

A maior mentira de Divaldo Franco

O auge do que os brasileiros conhecem erradamente como "Espiritismo" foi durante o modismo da "Nova Era", iniciado no começo dos anos 90 como suposta preparação para o Século XXI. A Nova Era se mostrou uma farsa criada por seitas místicas, o que está sendo comprovado por um assustador retrocesso que pretende anular grande parte das conquistas do século XX, nos devolvendo ao obscurantismo neo-medieval do século XIX.

Mas mesmo com a falácia da Nova Era se comprovando como farsa, sacerdotes "espíritas" ainda continuam  a verborragizar sobre o assunto, como se ainda tivéssemos a esperança de, num piscar de olhos, tornarmos seres humanos melhores só porque alguma divindade decidiu. E Divaldo Franco parece ser a mais empolgada liderança a falar sobre a Nova Era.

Divaldo ainda fala em entrevistas e palestras sobre a Nova Era porque ainda acredita nesta tese. O suposto médium é entusiasta de ideologias místicas e não perde a oportunidade de eleger o misticismo como substituto da ciência, como se a crença em alguma tolice esotérica possa ser garantida e afirmada sem a menor racionalidade.

A fama de "maior altruísta da atualidade" lhe garante o prestígio que permite com que muitos incautos ainda lhe deem ouvidos mesmo percebendo que a humanidade caminha para o fracasso, graças a um retrocesso imposto pelos capitalistas gananciosos que governam o mundo e que não são criticados pelo delirante suposto médium. A sociedade está cada vez mais ignorante e sádica e os dogmas criados pelos "espíritas" contradizem esta realidade.

Mal sabe Divaldo que a insistência em falar sobre a lorota da Nova Era tem feito muita gente abandonar o "Espiritismo" por perceber ser na verdade uma doutrina de absurdos e contradições. A realidade já demonstra que o "Espiritismo" virou uma seita de fé cega incapaz de explicar os problemas cotidianos, preferindo ficar no lenga lenga das orações e do culto à supostas divindades, incluindo os próprios lideres "espíritas", convenientemente transformados em "deuses" vivos.

Distanciado de Allan Kardec, este reduzido a mero objeto de bajulação, Divaldo entendeu errado o conceito de evolução humanitária. Kardec falou que a evolução seria LENTA e GRADUAL. Pelo jeito, Para Divaldo e vários "espíritas", "lenta" e "gradual" tem a velocidade de um trem bala sem freio.

 A maior mentira proferida pelo "Espiritismo" brasileiro ainda é difundida por Divaldo Franco, seu maior sacerdote, que no final da vida, pretende entrar para a posteridade como "sábio máximo" mesmo sendo o maior representante de um embuste criado para enganar incautos que não satisfeitos em acreditar na reencarnação, querem acreditar em um monte de lorotas para fugir da realidade que se recusam a melhorar. 

Melhorar a realidade exige esforço intenso e vai muito além de orações e do otimismo mistico proposto por quem usa a religiosidade alheia para se favorecer. E não será um comovente falastrão o responsável por esta melhora da realidade.

domingo, 7 de janeiro de 2018

Porque incomodamos muitas pessoas

Não utilizamos redes sociais, pois ficamos cansados de ver tantas mentiras e mensagens de ódio sendo veiculadas por estes meios. Mas um amigo nosso que ainda utiliza avisou a nossa equipe que textos nosso tem sido debatidos nas redes sociais causando imensa polêmica e acusações injustas de "difamação", embora nunca tivermos feito alguma acusação subjetiva sem provas.

O mesmo amigo também disse que junto com muitas mensagens de reprovação, recebemos também mensagens de concordância, o que sinaliza que o debate desmitificador nos fóruns dedicados ao "Espiritismo" estão bem acalorados, embora grande maioria ainda prefira defender falsos totens e dogmas absurdos. Mas é bom saber que os mitos supostamente "espíritas" estão sendo postos em dúvida.

O "Espiritismo" brasileiro surgiu como uma farsa desde o início. Francamente seguidor do igrejismo católico de Jean Baptiste Routaing (um advogado francês de orientação católica que acreditava em vida pós-morte), preferiu fingir ser kardeciano, por ver no pedagogo de Lyon uma isca de atração para novos fiéis, já que Roustaing sempre foi uma pessoa misteriosa e portanto, nada carismática.

A adoção dos ideais roustainguistas - falsamente atribuídos a Kardec, como se este tivesse as lançado - transformou o "Espiritismo" numa seita bagunçada, cheia de enxertos e muito longe do pensamento racional proposto pelo professor de Lyon e pelos espíritos que o orientaram, sobretudo ao digno e sempre sensato Erasto.

Esta bagunça estimulou o predomínio da fé cega e da pieguice hipnotizante que fez surgir uma espécie de fanatismo doentio que transformou meros médiuns, que deveriam ser meros intermediários entre espíritos mortos e vivos, em estrelas e garoto propagandas da seita. Uma idolatria que não encontrou limites e que faz com que seguidores ajam com feroz defesa nos momentos em que seus ídolos são criticados, mesmo de forma justa.

Este fanatismo, que impede a racionalidade proposta pelo Espiritismo original, faz com que muitos se incomodem com as nossas críticas e faz com que a simples leitura de um título divergente desperte a ira e as falsas acusações de difamação, mesmo sendo nossos textos críticas a erros fatídicos, realmente cometidos e dignas de serem comprovadas.

O fanatismo "espírita" despertou uma idolatria sem tamanho a supostos benfeitores que são admirados não pelo que eles fazem (a alegada benfeitoria destes não produz resultados eficientes) mas pelo que eles representam, pela mitologia de divinização construída em torno deles. A FEB não hesitou e transformar médiuns e palestrantes em divindades vivas e isso reforçou ainda mais o fanatismo de fiéis ingênuos, estimulando uma defesa apaixonada.

Isso explica os comentário odiosos, mas nada racionais contra o que escrevemos em nosso site. Os comentaristas dão sinais claros de que não leram nossos textos e que se se irritam só com a ideia de ver seus ídolos postos em dúvida. Até porque para quem acredita na divinização de personalidades, divinizar significa torná-los perfeitos e portanto, absolutos, a prova de qualquer tipo de dúvida.

Mas se pararmos para ler atentamente os tectos e analisarmos com atenção e racionalidade, perceberemos a sensatez contida e talvez um dia lembraremos que estávamos seguindo um seita de falsos mestres, dogmas sem pé nem cabeça e cuja caridade nada fez para tirar os mais pobres de sua situação indigna e desgraçada, apenas servindo de um malfadado consolo. Um mero paliativo.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Herculano Pires havia alertado sobre charlatanismo de Divaldo Franco

Como todos sabem, Herculano Pires sempre foi um verdadeiro espírita (sem aspas). Intelectual admirável, soube compreender melhor a doutrina original e por isso se tornou o melhor tradutor das obras de Allan Kardec. 

Herculano deveria ter sido a verdadeira imagem do Espiritismo brasileiro, no lugar de charlatães que, por carisma e simpatia, atraiam mais atenção do público do que o citado intelectual, tradutor da codificação.

Apesar de não concordar com a postura de Chico Xavier, Herculano tinha uma relação de amizade e respeito. Mesmo assim, evitava se meter nas polêmicas que denunciavam o charlatanismo do suposto médium mineiro. Mas quanto a Divaldo Franco, sucessor de Chico Xavier como garoto propaganda da seita roustainguista fundada pelos católicos da FEB, Herculano não escondeu sua desconfiança e escreveu uma carta denunciando o charlatanismo do orador baiano, charlatanismo que se estendia até na prática da (meramente paliativa) caridade, e que merece ser lida com atenção:

Carta de Herculano Pires endereçada ao jornalista Agnelo Morato

Você sabe que o Chico mudou-se de Pedro Leopoldo para Uberaba, arrancado ao seio da família e à cidadezinha do seu coração por força das manobras das Trevas através do seu pobre sobrinho. Lembra-se? E não se lembra que o tópico mais importante da carta do Chico ao Jô é aquele em que ele (Chico) afirma que são essas mesmas Trevas (a mesma falange) que está agora se servindo do Divaldo? Para que fim? Para que fim?!

Muito antes do “estouro” com o Chico eu já havia sido advertido espiritualmente a respeito do médium baiano. Durante meses evitei encontrar-me com ele, pois é sempre desagradável constatar uma situação mediúnica nessas condições. Quando me encontrei, tudo se confirmou. Não tenho, pois, nenhuma prevenção pessoal, nada particular contra ele. O que tenho é zelo, é prudência, é necessidade de por-me em guarda e evitar que os outros se entreguem de olhos fechados às manobras que infelizmente se desenvolvem através da palavra ilusória desse rapaz. Espero em Deus que ele (agora roustainguista confesso e novo ídolo da FEB) ainda encontre o seu momento de despertar, antes que esta encarnação se finde.

Do pouco que lhe revelei acima você deve notar que nada sobrou do médium que se possa aproveitar: conduta negativa como orador, com fingimento e comercialização da palavra, abrindo perigoso precedente em nosso movimento ingênuo e desprevenido; conduta mediúnica perigosa, reduzindo a psicografia a pastiche e plágio – e reduzindo a mediunidade a campo de fraudes e interferências (caso Nancy); conduta condenável no terreno da caridade, transformando-a em disfarce para a sustentação das posições anteriores, meio de defesa para a sua carreira sombria no meio espírita.

Você acha, Agnelo, que Emmanuel advertiria o Chico sem motivo? Que o Chico se recusaria a receber o Divaldo e escreveria uma carta como aquela ao Jô por despeito ou ciúme mediúnico? Você acredita que o Chico esteja obsedado e que o Divaldo seja uma vítima inocente? Que todas as trapaças do Divaldo sejam bênçãos do Céu para o nosso movimento? Que seja nossa obrigação acobertar e bater palmas a companheiros que têm esse procedimento, relatado acima apenas em parte?

Ainda hei de lhe contar um dia, pessoalmente, a trama que tive de ajudar alguns amigos a desfazer – uma trama maquiavélica, de tipo medieval, para pôr um “fim feliz” ao caso Chico-Divaldo, deixando o Chico na condição de ciumento e o outro na condição de vítima inocente.

Temos de ser, meu caro, mansos como as pombas, mas prudentes como as serpentes. Quem o disse foi o Cristo, que deve entender do assunto. E Kardec adverte, em “O Livro dos Espíritos”, Kardec e os Espíritos, que é obrigação dos homens de bem desmascarar os falsos profetas. Obrigação, veja bem, obrigação! Por isso não recuo diante (embora não me considere tão “de bem” assim…) diante dos casos de Divaldo, Hercílio Maes e Ramatis, Roustaing e FEB. Não será com a minha conivência que o joio sufocará o trigo da seara. Isso tem me custado caro, muito caro: mas Deus me tem ajudado a suportar o ônus. 

Sua carta é muito engraçada em certo sentido. Para defender o Divaldo você critica a minha posição em referência a três médiuns. Um é o Urbano, de quem você diz “o discutido Urbano”. Confesso que isso me surpreende. Soube, ainda em vida do Urbano, de um caso entre ele e o Russo, aí em Franca, que aliás me pareceu sem sentido. Fora disso, o que sempre vi foram demonstrações de confiança na mediunidade de Urbano, mesmo de parte daqueles que condenavam seu temperamento às vezes violento – pois a mediunidade é uma coisa e o temperamento é outra. Minha experiência de muitos anos com Urbano foi das mais felizes. Ainda não encontrei outro médium de tanta sensibilidade e que tantas provas me desse da sua legitimidade. E você deve saber que essa foi também a opinião do Schutel, do Leão Pita, do Baptista Pereira, do Odilon Negrão, do Wandick de Freitas, do Parigot de Sousa e tantos outros. Nunca o Urbano serviu de instrumento para mistificações conscientes ou para desvirtuamentos doutrinários. Tenho por ele o respeito que merecem os verdadeiros médiuns.

No caso Arigó, você diz que eu o defendi mesmo depois da sua queda. E como não fazê-lo? Ainda há pouco enviei a Matão uma entrevista, pedida pelo Jô, em que explico algo do assunto. Arigó, realmente, nos últimos tempos, deixou-se levar pelos interesses materiais, empolgou-se pelas possibilidades que se abriam diante dele, mas esteve longe de praticar os atos indígnos que lhe atribuíram os adversários. 

Esteve em grande perigo, mas a culpa foi mais dos espíritas do que dele. Era um homem rude, semialfabetizado, vivendo num burgo medieval dominado pelo clero. As instituições espíritas em geral só se interessaram pelos resultados positivos do seu trabalho, mas não lhe deram apoio. As Federações fizeram como Pilatos: lavaram as mãos na bacia de César. Em Marília, num congresso de jovens, a FEB proibiu que fosse votada uma moção a favor dele (que estava preso em Lafaiete), mas autorizou a votação de uma moção em favor da construção da sua sede em Brasília… Isso, sim, é que é dois pesos e duas medidas. Até que Arigó resistiu muito, demorou bastante a entrar em deterioração, e só não acabou no desastre completo porque o Fritz já havia dito que, na hora perigosa, o levaria para lá.

A morte de Arigó o salvou na hora “h”, no dia “d”. Cabe-nos agora aproveitar o saldo positivo que ele deixou e que é imenso. Por sinal que os seus erros eram pessoais, individuais. Nunca Arigó tentou levar os seus erros pessoais ao meio espírita como prática e exemplo. Errou por falta de visão, por envolvimento do meio, por falta de apoio moral. Nunca tivemos, porém, no campo da intervenção cirúrgica espiritual mediunidade maior. E não seríamos nós, agora que ele se foi, que o seu caso já se encerrou, não seríamos nós que iríamos desmoralizá-lo. A mediunidade é uma coisa e o médium é outra. Mas para os jejunos no assunto as duas coisas se misturam. Acusar Arigó depois de morto, por deslizes que não chegaram a comprometer a sua mediunidade, seria dar armas aos adversários e às Trevas. Além disso, na enxurrada de mentiras e calúnias lançadas contra ele há muita incompreensão espírita. O que nos interessa em Arigó é a espantosa mediunidade que enriqueceu o patrimônio das realidades espíritas na Terra. Você queria que eu o acusasse? 

No caso do Rizzini não há também intenção malévola alguma. Rizzini é médium e bom médium. Conheço-o há tempos e já tive boas experiências com ele. Se você acha que a sua atual produção psicográfica deixa a desejar, isso não me parece motivo suficiente para que eu o ataque ou desencoraje. Rizzini está se iniciando nesse campo novo e já produziu muita coisa boa, quase excelente. Não é um fingido nem um trapaceiro, mas um espírita corajoso e que deu mostras de sua fidelidade à doutrina nas horas difíceis, quando muita gente boa se encolheu, se fechou em copas. Ele é sincero, franco, leal – e às vezes até agressivo, mas dessa agressividade que caracteriza os espíritos corajosos. Não há a menor possibilidade de compará-lo ao perigo que Divaldo representa em nosso movimento. Entre Rizzini e Divaldo há o abismo da impostura.

Perdoe-e, caro Agnelo, se acaso usei de algumas frases ou expressões que poderão impressioná-lo. Escrevo-lhe de coração aberto, de irmão para irmão, tratando de assuntos que exigem clareza, posições definidas. A hora é de transição, de confusões, e devemos manter nossa posição com segurança. Não me seria possível calar nem desconversar diante da sua “provocação”. Aqui vai a resposta, caboclo velho, o tiro de trabuco desfechado na testa, como convém quando o tocaieiro escondido na moita ameaça a caravana desprevenida.

Não me queira mal. Nem me interprete mal. Divaldo me interessa como criatura humana, como nosso irmão, pelo qual devemos orar, pedir a Deus que o livre de maior envolvimento das trevas. Estou pronto para recebê-lo para o cafezinho, principalmente na sua companhia, mas sem que você ou ele alimente a vã esperança de me arredar da posição assumida. Como você viu acima, meus motivos são fortes demais, são de rocha. 

Perdoe-me se magoei a sua sensibilidade, principalmente nesse campo tão melindroso da afetividade. Com a qual Divaldo e outros da mesma linha costumam jogar com habilidade. Não trapaceio com o coração, com o sentimento. Louvo o seu interesse fraterno pelo Divaldo – ele necessita disso, e muito. Mas entendo que o Chico também precisa da nossa fidelidade, do nosso amor, da nossa gratidão. Ele não tomaria a atitude que tomou no caso por simples leviandade. Chico é uma personalidade espiritual formada no cadinho da dor, do sacrifício. Os seus guias espirituais são bastante conhecidos de nós todos. Que direito temos nós de rejeitar a sua advertência num caso como esse? Então ele só nos serviria quando fala em coisas que nos agradam?

Recomende-me ao Novelino, a d. Aparecida, aos seus familiares e aos amigos francanos. E não se esqueça, meu caro, de que estou escrevendo francamente para um francano…

Um grande e sincero abraço do:

HERCULANO

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Como funciona o "Holocausto do Bem"?

Antes, peço para que lei atentamente TODO O TEXTO até o final, palavra por palavra e com a mais extrema atenção, para evitar mal entendidos.

O que aconteceu na Alemanha de 1930 foi algo extremamente inaceitável e isso já é consenso para a maioria das pessoas. Mas, para os homens mais ricos do mundo, que mexem nas leis para que a ganância e a sede de poder sejam mantidas, o Nazismo foi benéfico. 

Eliminar os direitos dos mais carentes garante a concentração de renda e os lucros exorbitantes que garantem não apenas o dinheiro da vida nababesca como também uma grande quantidade para subornar lideranças a favorecer ainda mais esta concentração.

Mas assumir publicamente uma postura sádica pega muito mal e pode trazer prejuízos aos gananciosos. Por isso foi construído um sistema ideológico que legitime a concentração de renda e o poder dos mais ricos, fazendo a sociedade como um todo aceitar tudo como natural e permanente. 

O que acontece no Brasil de hoje é muito parecido com o que aconteceu na Alemanha de 1930 - inclusive a origem, uma crise econômica explosiva em 2008 tal e qual o crack da bolsa em 1929. Mas a necessidade de esconder a vilania dos magnatas exigiu um golpe mais sutil.

O que acabou ocorrendo foi uma espécie de Holocausto do Bem, em que a crueldade é praticada de uma forma mais discreta, gerando lentamente e sem aparecer, o mesmo dano causado pelo Holocausto alemão, pois a meta dos homens mais ricos de diminuir a quantidade de beneficiários deve ser mantida.

O Golpe de 2016 foi encomendado por grandes forças capitalistas para que a crise econômica mundial de 2008 não prejudicasse o poder dos mais ricos, que não abrem mão do excesso financeiro para que com um volume gigantesco de dinheiro eles possam manobrar o sistema a seu favor. 

O golpista Michel Temer foi o escolhido para este "missão" e as reformas feitas em seu (des)governo, além das vendas de bens púbicos (feitos sem consulta popular, pois o povo é o legítimo dono do bem público, o que significa que Michel Temer vende produto roubado) tem esta finalidade de arruinar com as vidas dos mais pobres, igual ao que tradicionalmente se faz em grande parte dos países africanos, no Haiti e em países como Bangladesh.

Mas tudo é feito de forma bem sutil, com a ajuda de instituições outrora respeitáveis como mídia e judiciário e com o apoio irrestrito de religiões, criadas para forjar uma bondade que pudesse acalmar as almas desesperadas pelos direitos que vão sendo desrespeitados por quem se acha melhor que os outros e por isso deve ganhar muito mais do que qualquer outra pessoa.

A religião se tornou uma grande cúmplice destes homens maldosos e fazem de tudo para que o mundo dê sinais de melhora sem precisar acabar com a ganância dos mais ricos. Forjar a bondade dos maus através de uma caridade paliativa e de orações inócuas, junto com um festival de lendas e festejos que fazem a humanidade pensar que estão sob o comando dos bons, ajuda a manter a farsa e deixar a sociedade repousando em uma falsa tranquilidade.

Além disso, era preciso criminalizar as lideranças que trabalham em prol dos pobres. Difamar as esquerdas, inventando casos de "corrupção" por meio de mentiras para que essas lideranças percam a credibilidade e não possam agir em prol dos mais carentes. 

No lugar destas lideranças de esquerda, coloca-se lideres religiosos que adotarão formas de altruísmo menos eficientes, que não ameacem a ganância dos mais ricos, apenas amenizando a situação dos mais pobres, que continuarão sofrendo, mas menos revoltados.

Por isso que o "Espiritismo" brasileiro, uma religião de elite em prol das elites, que em mais de 100 anos não conseguiu transformar o país, apoiou o Golpe de 2016 que vai gerar o Holocausto do Bem caso todas as medidas de Temer não sejam revogadas. É preciso proteger os interesses dos magnatas que para a seita são a "reencarnação dos bons", uma outra falácia criada para manter as injustiças que garantem a concentração de renda.

Tudo tem sido feito para manter o Brasil na miséria crônica, mas de forma mais sutil para que a imagem de vilania de lideranças capitalistas não traga prejuízo a elas. Por isso foi necessário fazer um ato de crueldade cada vez mais sutil, para que as pessoas não percebam a tragédia que se instala aos poucos e que arrasa com verdadeira multidões. 

domingo, 31 de dezembro de 2017

"O apoio do "Espiritismo" brasileiro ao Holocausto do Bem imposto pelos golpistas

O "Espiritismo" brasileiro apoiou claramente o golpe de 2016. E ainda apoia. Crente de que o mal do país e a abstrata corrupção (que na verdade tem como raiz a ganância humana que os "espíritas" se recusam a combater), recorre a um moralismo tosco e medieval para tentar "melhorar o país" através da caridade paliativa e da condenação de inimigos políticos subjetivamente acusados de "corrupção", mesmo sem ter cometido de fato. E para piorar, ainda apoia as sádicas reformas golpistas.

O apoio às reformas sinaliza uma aproximação cada vez maior dos "espíritas" brasileiros com a medieval Teologia do Sofrimento. Isso é algo que desmonta definitivamente a fama de "progressista" tradicionalmente associada a seita. Este apoio ao golpe pode mostrar também algo bem pior: o compromisso com a humanidade dos "espíritas" é uma farsa.

É bem alertado por especialistas que as reformas de Temer, junto com o desmonte de nossas empresas estatais e de capital misto, vão gerar danos catastróficos à economia brasileira e pode institucionalizar o caos já instaurado pelo golpe de 2016. Um sério conjunto de medidas que pode gerar danos não somente graves como irreversíveis, o que mostra a irresponsabilidade das lideranças "espíritas", hoje comprovados como falsos sábios.

Poderemos tranquilamente definir as reformas como um "Holocausto do Bem", cujas medidas são muito mais discretas que as tomadas pela trágica gestão alemã dos anos 1930, mas não menos cruéis. O cenário atual do Brasil guarda muitos pontos semelhantes com a Alemanha da década de 30.

A meta dos ricaços apoiados pelos "espíritas" brasileiros é certamente transformar o Brasil em uma África, com uma gigantesca multidão de miseráveis jogados pelas ruas enquanto magnatas seguem confortáveis dentro de suas refrigeradas mansões, dando prêmios para lideranças "espíritas permanecerem caladas e inertes.

A adesão decisiva do "Espiritismo" brasileiro à Teologia do Sofrimento mostra que a seita está cada vez mais afinada com o golpe e os golpistas e age com uma negligente crueldade que desmente a vocação caridosa da doutrina brasileira. O apoio ao golpe pode sair caro aos "espíritas" 

Com a população cada vez mais ciente dos danos das medidas golpistas, centros "espíritas" se esvaziam cada vez mais, pois ninguém é trouxa para passar a achar que sofrer é bom. E o desprezo popular pelas lideranças golpistas apoiadas pelas lideranças "espíritas" pode contribuir ainda mais para a falência do "Espiritismo" brasileiro que, sem novas lideranças e sem ter mais o que dizer, caminha silenciosamente para o seu humilhante fim.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Você seguiria uma religião que diz que "sofrer é muito bom"?

Graças à entrada do beato católico Chico Xavier no "Espiritismo" brasileiro, o que resultou num vandalismo doutrinário sem precedentes, as lideranças da doutrina resolveram abraçar a mais do que controversa Teologia do Sofrimento, ideia medieval que alega que o caminho mais rápido e fácil para a prosperidade é através do sofrimento. É o popular "no pain, no gain" dos estadunidenses.

Graças ao beato mineiro, o que deveria ser uma doutrina progressista foi reduzida a um engodo de moralismo medieval que aos poucos começa a afastar seguidores por todo o país. Os seguidores vão percebendo as contradições que marcam a religião mais atrasada do mundo, com lideranças que já se mostram incompetentes na missão de explicar a realidade aos fiéis.

O auge do "Espiritismo" se deu graças ao modismo da "Nova Era" no meio dos anos 90 e que posteriormente se mostrou uma farsa, visto que em nada evoluímos como seres humanos. Os acontecimentos após o Golpe de 2016 - entusiasmadamente apoiado pelos "espíritas" até hoje - comprovam isto. Sendo otimista, creio que somente da que a um milhão de anos poderemos entrar para a fase de regeneração, do contrário que os devotos de Chico Xavier pensam.

E aí eu pergunto: você continuaria seguindo uma religião que, entre muitas contradições, defende a tese de que sofrer é bom? Mesmo oferecendo tratamento "espiritual" contra sofrimento e elegendo suas lideranças como "maiores benfeitores do mundo"? É melhor deixarmos de sermos enganados.

Sofrer não é bom. O sofrimento nada traz de positivo a ninguém. A tentativa de sair do sofrimento é que impulsiona o progresso, não o sofrimento em si. Os "espíritas", ao defenderem a tese de que "sofrer é bom" dão um gigantesco passo para trás e se torna impossível não se lembrar dos fétidos e escuros calabouços da Idade Média, a famosa "idade das trevas", de onde os "espíritas" resgataram boa parte de seus dogmas.

Como a Teologia do Sofrimento, os "espíritas" assumem uma postura retrograda que contraria seu estigma de "religião avançada". Até acho interessante se as lideranças religiosas passassem a sofrer com o fechamento de centros e a debandada de fiéis que não estão dispostos a engolir este engodo sado-masoquista em roca de um futuro que, segundo a doutrina original, se mostra incerto.

A religião que sempre fingiu ser racional agora joga no lixo a razão e se lança de cabeça a mais alucinada fé cega, propondo aos seus seguidores que sofram em troca do adiamento da felicidade que deveria ser agora. Sim, a felicidade, como meta humana, deve ser alcançada a todo momento e o mais rápido possível. Ate porque o papo de sofrimento é coisa de lideranças sádicas, desejosas do sofrimento alheio para preservar a sua ganância.

Se não rever suas posições, o "Espiritismo", há muito rompido com as teses kardecianas, caminhará para o seu fim, após espantar muita gente que sabiamente sabe que sofrer nunca é bom e que adiar a felicidade é coisa de quem não está no mínimo interessado em progredir a humanidade.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Bomba: "Espiritismo" pode ter apoiado o golpe para preservar a miséria que sustenta a religião

O que eu vou dizer agora vai doer nos corações de muita gente, mas é um fato analisado com muito cuidado. Pegamos vários fatos e relacionamos uns com os outros, sem inventar nada, observando as circunstâncias de forma isenta e objetiva, sem o interesse de prejudicar as partes. O que queremos é que os responsáveis assumam seus erros e caso não mudem, respondam de forma justa pelos mesmos.

É mais do que evidente que o "Espiritismo" brasileiro, seguindo orientações da FEB, apoiou o golpe de 2016, classificando de "processo de regeneração espiritual", utilizando isto para tentar confirmar as supostas "profecias" atribuídas a Chico Xavier, um beato conservador de formação católico-medieval, que foi convertido em liderança pseudo-espírita.

O motivo para lideranças "espíritas" apoiarem o golpe e a destruição de direitos pode ser um tanto macabro: garantir a manutenção da pobreza para que a religião se sustente através do papo da caridade, usando a suposta assistência aos pobres como isca para novos fiéis e como escudo para prováveis críticas.

Sabe-se que a suposta assistência aos pobres é o carro-chefe de instituições ligadas ao "espiritismo". É uma forma de altruísmo bastante precária e que em mais de 100 anos não conseguiu eliminar a pobreza do Brasil, o que reforça a tese aqui lançada. Ah! E bom lembrar que o "Espiritismo" defende a Teologia do Sofrimento, o que desperta ainda mais suspeitas sobre esta caridade forjada.

Imagine que a pobreza tenha sido extirpada do Brasil e que todos os brasileiros tenham direito a uma vida digna, não precisando mais de ajuda de instituições de caridade. Instituições ligadas ao "Espiritismo" ficariam praticamente sem atividade, pois o seu repertório dogmático cheio de contradições iria espantar seguidores, impedindo lideranças de serem beneficiadas com a religião.

A caridade é um grande meio de propaganda para o "espiritismo" brasileiro, além de isca para "pesca" de novos seguidores. O "Espiritismo" é, infelizmente, visto pelo senso comum como "a religião da caridade", a mais "altruísta" de todas. Suas lideranças, transformadas em divindades vivas, são consideradas "maiores filantropos do mundo", e são respeitadas - e blindadas - pela opinião pública mesmo sem combater a miséria de forma eficiente.

Sem a caridade, lideranças "espíritas" perderiam a admiração popular ena melhor das hipóteses seriam tratados com a mesma indiferença que são tratados lideranças religiosas menos conhecidas. A fama de "altruístas extremos", mesmo falsa, é o que garante o poder de influência de lideranças "espíritas" e sem ela, todo o encanto de conto de fadas desaparece. Sem a fama de caridosa, a carruagem vira abóbora para a Igreja "Espírita".

Apoiar o golpe de 2016, aceitando silenciosamente a destruição da soberania nacional e o fim dos direitos dos cidadãos, é impedir que pobres passem a ter vida digna. manter pobres na miséria é criar uma dependência entre estes e as entidades que supostamente o auxiliam, criando uma base para que a Igreja "Espírita" se mantenha para que lideranças possam ser beneficiadas com essa fama. Senão através de lucros financeiros, se beneficiar com prêmios e prestígio.

É triste imaginar que uma religião dependa da manutenção da miséria para se manter de pé, premiando lideranças que nada fazem para que a população brasileira tenha dignidade a ponto de caminhar com as próprias pernas, tendo o direito de decidir por sua vida sem acreditar nos absurdos de uma religiosidade delirante.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Tratamentos espirituais são uma farsa: é uma isca para tentar aumentar adeptos

Os "espíritas" adoram dizer que são a religião que mais cresce no mundo. Mas só no Brasil nunca sai dos 2% (incluindo os seguidores de seitas espiritualistas e alguns de religiões de origem africana, que se declaram como tais para fugir de preconceitos). Na verdade os seguidores daquilo que se conhece como "Espiritismo" situam em numero muito menor do que se imagina.

O que dá a ilusão de ser uma religião que cresce é aquilo que se conhece como "tratamento espiritual". Consiste em oferecer uma suposta ajuda sobrenatural para resolver problemas materiais (??!!) das pessoas que não conseguem resolver de outra forma. Em geral as pessoas se inscrevem e tem que ir a uma sessão de passes e assistir a uma palestra conhecida como "doutrinária" (nada muito diferente do sermão católico).

Acontece que para muitos dos que apelam para o tratamento espiritual para resolver seus problemas não estão nem o mínimo interessados em seguir a chamada doutrina.. Estão lá apenas para resolver seus problemas. Mas a cilada é discretamente denunciada através da exigência de se assistir às doutrinárias, que na verdade nunca passaram de um blá-blá-blá moralista ao molde das mais retrógradas seitas cristãs.

Esta obrigação de assistir às doutrinárias não somente é um meio para forçar os usuários do tratamento a seguir a doutrina como também para forjar para a opinião pública de que os centros só vivem cheios, sinalizando o crescimento de uma religião que finge ser progressista, mas apoia golpes políticos e tem no seu repertório dogmático ideias medievais há muito descartadas pelo Catolicismo.

O tratamento espiritual - segundo a doutrina original não seguida no Brasil - não é necessário, pois a paz que gera a energia positiva pode ser adquirida de outras formas. Além disso, o "Espiritismo" brasileiro é defensor da sadomasoquista Teologia do Sofrimento, - aquela que diz que a dor acelera a evolução espiritual - o que torna os tratamentos um pouco suspeitos.

O tratamento é definitivamente uma isca para que o rebanho "espírita" possa aumentar e dar mais poder às suas lideranças, pois sabemos que não há outro motivo para se criar uma religião do que o desejo de manter multidões em poder de seus criadores.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

A Regeneração não veio. E agora?

Allan Kardec havia dito que a evolução da humanidade seria LENTA e GRADUAL. Mas parece que para os "espíritas" brasileiros , "lenta" e "gradual" se refere a um punhadinho de anos. Uns míseros mil anos seriam suficientes para grandes mudanças. Erradíssimo.

Se até nações milenares anda não atingiram o que seria o mínimo ideal de uma sociedade justa e inteligente, imagine um país jovem, mal nascido há pouco mais de 500 anos? Nação que mal começou a aprender a engatinhar e que para os "espíritas" menos esclarecidos é considerada a "nação mais evoluída do planeta"(??!!), capaz de dar "grandes lições de humanidade".

Pois quem está por dentro da realidade e leu os livros originais de Allan Kardec reconhece que a evolução humana levaria bilhões de anos para subir cada degrau. Os últimos anos demonstram que ainda estamos bem atrasados, com todos os instintos e a nossa sede por ganância perfeitamente intactos. Ainda agimos como animais e usamos a nossa capacidade de raciocínio de forma ainda bastante equivocada, tomando as piores decisões e soltando os mais cruéis preconceitos.

A lorota "espírita" de que entramos em regeneração mostra uma verdadeira pressa, não em nos evoluir, mas em assumir um rótulo de superioridade não condizente com a realidade, mas perfeitamente atrelado à nossa vaidade e à ganância que insistimos em manter.

É muito fácil para muitos acharem que é muito bom comemorarmos a mudança de estágio, mesmo quando ela não ocorre de fato. A vaidade é um dos nossos instintos e assumir um rótulo estigmatizado como algo positivo nos agrada bastante, ao mesmo tempo que nos mantém inertes diante da evolução.

Por causa de nossa vaidade, entramos em "centros espíritas" para fingirmos que estamos entrando em uma era de transformação. Mas, ora, cadê esta transformação? Na verdade, o que queremos mesmos é o rótulo de "progresso" que servirá para esconder o nosso teimosos conservadorismo que nos aprisiona na zona de conforto.

Vamos ser realistas: este papo de "regeneração" é uma ilusão. Ainda estamos bem primitivos e continuo a pensar se ainda estamos longe de entrarmos na fase de "provas e expiação", pois há muito de barbaria na sociedade atual.

O que podemos garantir e que as lideranças "espíritas" que se consagraram no Brasil mentiram para os seus seguidores, forjando uma evolução irreal, com base em estereótipos mesquinhos e atitudes medíocres. Não, a regeneração ainda não chegou e a realidade mostra que temos muito mais a aprender do que pensávamos.

Ou os "espíritas" reconhecem isto, se livrando das ilusões fabricadas pelos Chicos e Divaldos da vida, ou é melhor fechar as portas de "centros" e procurar lideranças mais realistas a nos alertar sobre o que está acontecendo no mundo real.

O fato é que não estamos evoluindo. E se não admitirmos isto, aí é que a evolução nunca virá, sendo cancelada por inúmeras vezes e por um longuíssimo e muito distante prazo.

sábado, 28 de outubro de 2017

Fatos que comprovam que o "Espiritismo" está decaindo

Listamos alguns fatos que vem acontecendo nos últimos anos que sinalizam que o "Espiritismo" brasileiro é uma religião próxima do seu fim. Altamente contraditória, a deturpação feita com a doutrina original não tem mais motivos para continuar de pé. O fim está próximo. Vejam os fatos que mostram a decadência da doutrina que virou igreja:

- Após o auge no modismo da "Nova Era", que se mostrou posteriormente uma farsa, o "Espiritismo" se encontra numa situação em que não consegue explicar fatos que desmentem que o chamado "terceiro milênio" seria uma época de intensas melhoras.

- Ocorrência de debates que promovem o esclarecimento constante nas redes sociais, em fóruns especializados, desmentindo dogmas estranhos e fantasias absurdas que foram enxertadas por deturpadores, principalmente por lideranças consagradas, que na verdade possuíam formação religiosa e ideológica alheia ao que se propôs o Espiritismo original kardeciano.

- A falta de uma liderança jovem a continuar os trabalhos. A anunciada "reencarnação" de Emmanuel não foi apresentada, o jovem Robson Pinheiro, num total surto fascista, escrevendo livros caluniadores com base em falsos testemunhos e a suposta nova liderança, João de Deus, é um idoso doente, portador de uma doença grave e possivelmente fatal. 

- Associação de lideranças "espíritas" com personalidades de caráter duvidoso (como se viu no caso da parceria entre Divaldo Franco e o controverso João Dória, na mesma semana dos escândalos envolvendo o prefeito de SP), mas sem fazer qualquer tipo de reclamação ou pedido de ajuda.

- Falta de resultados eficientes na caridade praticada por "espíritas", incapaz de eliminar as desigualdades e a limitação de oferecer resultados paliativos, sendo uma forma de consolo diante de problemas nunca resolvidos do que realmente um ato de altruísmo.

- Centros e eventos "espíritas" cada vez mais esvaziados, atraindo menos pessoas, provocando uma verdadeira revoada de fiéis para longe do "Espiritismo", todos cansados de ver tantas contradições.

- Estranhas mortes acontecendo em centros "espíritas" e em situações envolvendo crenças similares, ainda não investigadas.

- Não ocorrência de novas comunicações do além-túmulo e o silêncio diante das pesquisas com comunicação espiritual, que seguem longe da deturpada doutrina, mas sem criar repercussão.

- Afastamento cada vez mais explícito do Espiritismo original, através de vários fatores, incluindo a adesão maciça a controversa Teologia do Sofrimento, teoria neo-medieval que acredita que o sofrimento é o caminho mais fácil para a evolução espiritual.

- Apoio claro dos "espíritas" ao golpe de 2016 e as medidas tomadas pelo governo Temer, que prometem acabar com a soberania nacional e prejudicar grande maioria da população.

- O desespero de pegar carona no preconceito contra as religiões-afro-brasileiras para tentar salvar o "Espiritismo" através do coitadismo, atraindo a piedade alheia.

- Desprezo de lideranças "espíritas" diante da realidade atual do Brasil, mostrando a total incapacidade de propor soluções racionais, contradizendo o fato de ser uma doutrina que se considera "racional" e "científica".

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

"Espírito Sábio", Divaldo Franco não conhecia os defeitos de João Dória?

Para os "espíritas", Divaldo Franco, a sua maior liderança atualmente, é um espírito de "altíssima evolução". Ou seja, possui qualidades morais e intelectuais em perfeição extrema, sabe de todas as coisas, possui alguns superpoderes e identifica tudo de forma automática. 

Claro que isto é apenas um dogma do "espiritismo" brasileiro, pois Kardec, com base em informações dadas pelos espíritos garantiram que espíritos de alta evolução não reencarnam na Terra, onde todos os espíritos são do mesmo nível de natureza espiritual, variando apenas de subníveis. Trocando em miúdos, Divaldo Franco nada tem de superior sendo apenas, na melhor das hipóteses, uma liderança simpática e generosa.

Mas para os fiéis da versão deturpada da doutrina, que bajula Allan Kardec sem seguir quaisquer de suas teorias, o dogma de perfeição extrema de Divaldo Franco continua valendo. Tanto é que os fiéis devem acreditar que o líder, já noventão, deve encerrar a capacidade de se reencarnar, já que esta crença faz parte do repertório dogmático do "Espiritismo" brasileiro.

Com base neste dogma, vem a pergunta: será que o ultra-sensitivo Divaldo não percebeu que estava entrando em uma arapuca ao ceder seu evento Você e a Paz para o lançamento de um projeto duvidoso do ainda mais duvidoso João Dória, o prefeito que abandonou São Paulo e que tem um currículo de trapalhadas em toda a sua trajetória e que ainda por cima, odeia pobre?

Pois foi isso que eu disse. Divaldo, famoso pelas suas alegadas virtudes, se aliou a João Dória para o lançamento da suspeita "ração para pobres", o que vem fazendo muitos fãs do líder "espírita" coçarem as cabeças. Fãs do suposto médium alegam estar decepcionados com o mesmo.

Aqui para nosso blog, isso não é novidade, pois nunca levamos a sério Divaldo, um dos maiores deturpadores do Espiritismo e defensor de teses absurdas como a das "crianças índigo". O próprio Herculano Pires, o melhor tradutor de Kardec e verdadeiro maior espírita brasileiro, chamou Divaldo de impostor. Se Herculano, que era sério e fiel à doutrina original, disse isto, é melhor aceitar. Ou acham que a voz de um deturpador tem muito mais razão que a de alguém que seguiu a doutrina com fidelidade.

Sinceramente, para a equipe deste blog, o episódio serviu para desmascarar Divaldo, que no fim da vida e da carreira, resolveu se associar com  João Dória, alguém sem escrúpulos e praticante de um monte de irregularidades e que um dia falou publicamente que os pobres não sabem comer para dar aos mesmos algo bem inferior à comida de cachorro. Certamente Dória nuca daria sua ração a seu próprio cão. 

Infelizmente, Divaldo assinou embaixo deste grave erro, confirmando não somente a guinada direitista do "Espiritismo" brasileiro, que apoio claramente o golpe de 2016 e as medidas anti-humanas de Temer, lançando mão da Teologia do Sofrimento para tetar confortar fiéis, mas também a decadência da deturpada doutrina e de suas lideranças. Com a mais certa das certezas, se Divaldo fosse realmente espírito de máxima evolução, não teria caído esta cilada.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

"Espiritismo" brasileiro não é vítima de intolerância

O golpe de 2016 (apoiado pelos "espíritas", bom lembrar) tirou do armário uma multidão de psicopatas de mentalidade conservadora a impor seus pontos de vista pessoais e lutar contra ameaças irreais que nada fazem além de desmentir o ponto de vista pessoal destes doentes paranoicos. 

Esta gente doida e autoritária sonha em ver toda a sociedade pensando e agindo como ela e para isso, resolveram impor suas convicções pessoais a toda a sociedade, lançando mão de todos os preconceitos e agressividade para impedir ideias e atos que vão contra tais convicções.

Uma dessas atitudes é difamar e destruir culturas religiosas relacionadas com classes sociais que esses paranoicos consideram inferiores: Religiões afro-brasileiras e islâmicas. Todo o empenho em desmoralizar estes dois grupos religiosos tem sido feito para impor o que esses paranoicos acreditam ser o Cristianismo, apesar de todo o sadismo demonstrado nestas atitudes.

Mas o caso das religiões afro-brasileiras, alguém tem se dado relativamente bem nessa estória de preconceito: o "Espiritismo" brasileiro. Em decadência e perdendo fiéis a cada dia por causa de suas contradições doutrinárias, lideranças encontraram na confusão com as religiões afro-brasileiras uma forma de usar o vitimismo para aumentar a visibilidade e impedir a decadência.

Sabe-se que em tempos passados, as religiões afro-brasileiras tiveram que se auto-rotular de "espíritas" para fugir de punições, pois por questões de racismo e supostas apologias a "demônios" e coisas similares. O "Espiritismo" brasileiro que se auto-rotula de "kardecista" sem seguir de fato Allan Kardec, sofreu muito com esta confusão, tendo que se rotular de "mesa branca" para sobreviver.

Hoje, em tempos de neo-conservadorismo, o "Espiritismo" paga pelo seu apoio ao golpe de 2016, que fez levantar uma horda de zumbis fascistas e a confusão entre eles e as religiões afro-brasileiras retorna. Mas do contrário de antes, os "espíritas" resolveram tirar bom proveito da situação.

Encontraram uma oportunidade perfeita para usar os episódios como justificativa de sua decadência ("os casos de intolerância tem afastado fiéis de centros") e como meio de tentar se recuperara através do vitimismo, utilizando os casos como propaganda pró-"Espiritismo".

Mas é preciso esclarecer que os "espíritas" brasileiros não possuem qualquer motivo para sofrerem por atos de intolerância. Diferente dos afro-brasileiros, negros e de origem humilde, os "kardecistas" de Chico Xavier são em maioria brancos, de classe média alta a rica, diplomados em faculdades (mas não mais inteligentes por causa disso) e transformaram a doutrina num Catolicismo a paisana que acredita em reencarnação. Isso afasta qualquer hipótese de intolerância.

Os casos de vandalismo contra "espíritas" são casos isolados cujos motivo devem ser melhor analisados com objetividade. Em sua maioria são disputas pessoais de comandos de centros ou ataques pessoais vindos de paranoicos neo-pentecostais.

Paremos de confundir as coisas e lutemos contra a intolerância religiosa sem fazer destes casos uma tentativa desesperada de recuperar uma doutrina deturpada cheia de contradições que decai por culpa de suas próprias lideranças, muito mais interessadas em transformar o "kardecismo" em uma igreja moralista do que respeitar o postulado original de ser uma ciência a estudar a não-matéria.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Auto-rotulados de racionais e altruístas, "espíritas" ignoram os desastres que ocorrerão no Brasil

Fim da soberania nacional. Fim dos direitos trabalhistas e previdenciários. Aumento das desigualdades sociais. Tirania de juízes e banqueiros. Mídia que só sabe mentir. Crescimento de ideais fascistas no país. Crises que aumentarão de forma estratosférica a ponto de se tornarem insolúveis. Aumento da corrupção e de outras atitudes desonestas. 

Este é o cenário prometido para o Brasil desde que o golpe de 2016, apoiado pelos "espíritas" brasileiros (na contramão do socialista Allan Kardec, que teria facilmente reprovado o golpe). E os "espíritas" tão "racionais" e "altruístas" lavam as suas mãos feito Pilatos e se limitam a orar. Que "Espiritismo" é esse, tao negligente com o bem estar da população?

Bom, pelo menos temos um lado bom: o "Espiritismo" igrejeiro que nunca seguiu de fato Allan Kardec foi finalmente desmascarado. E aquela tolice de "Data Limite" que um seminarista católico que pensava que era "espírita" inventou após ouvir do beato católico Chico Xavier uma narrativa de um sonho meramente banal, foi derrubada sem dó nem piedade.

Foi preciso que houvesse um nocivo golpe político para desmascarar uma religião que cresceu em torno de mentiras e distorções, a ponto de inventar uma mensagem falsa de Allan Kardec apoiando a deturpação que contradiz vários ponto estudados pelo professor de Lyon.

Não vemos nenhuma liderança "espírita" combatendo o golpe e suas sádicas atrocidades. Estranhamente, "espíritas" se uniram aos seus "arqui-inimigos" pentecostais para defender o golpe, ao contrário do que fizeram a maioria dos católicos, já que a CNBB condenou oficialmente o golpe. Os católicos passaram a perna nos supostos "progressistas" do "Espiritismo" em matéria de defender causas em prol dos mais humildes.

Claro que o "Espiritismo" brasileiro é uma seita elitista, com maior parte de seguidores ricos e diplomados. Diplomados para o mercado de trabalho, pois se fossem realmente inteligentes, questionariam muitos dogmas absurdos do "Espiritismo" brasileiro, que um dia foi chamado de "Seita dos Papalvos" pelo melhor tradutor de Kardec, José Herculano Pires.

O fato de ser uma seita elitista e no fundo nada racional reforça o direitismo que faz com que seus seguidores e lideranças apoiem o golpe. Apesar de haver esquerdistas ingênuos a favor do "Espiritismo", a seita nunca escondeu o seu conservadorismo e sua maior liderança, o beato Chico Xavier era um conservador assumido de ideias mais do que retrógradas.

Para justificar o caráter altruísta desta seita meio doida, se limitam a defender uma forma de caridade paliativa e nada transformadora. Como se sopas aguadas e agasalhos rasgados pudessem mudar o mundo e levar as lideranças "espíritas" a planos superiores assim de graça, sem esforço e na maior cara-de-pau. Uma verdadeira malandragem de quem acha que evoluiu completamente, mesmo tendo muito o que aprender.

A seita deve perder seguidores devido a sua inércia diante dos estragos sociais que virão por aí. Mas como o "Espiritismo" apoiou o golpe, inventando que os protestos do pato amarelo conduzidos por entidades fascistas como o MBL eram prova da regeneração humana, quando se revelaram uma farsa só para levar um bando de gananciosos ao poder para arrasar com a população e transformar o Brasil em algo pior que os mais miseráveis países da África.

Os "espíritas" devem responder não apenas pela negligência, mas pela cumplicidade com tudo que está sendo feito desde o golpe que tirou uma presidente honesta e colocou uma quadrilha de mafiosos no poder. Se consideraram uma evolução as manifestações pró-golpe, certamente são responsáveis por arruinar as vidas de maior parte da população. E assim os "espíritas" dão a facada definitiva em Allan Kardec, intelectual hiper-bajulado e nada seguido. 

Quem apoia o golpe de 2016  com certeza odeia Allan Kardec e todas as suas obras e ideias. "João Batista" Roustaing, verdadeiro patrono do "Espiritismo" brasileiro, agradece o apoio e deseja que o "anjo Miguel" Temer arrase de vez com o país, para que os brasileiros, em constate sofrimento "acelerem a sua evolução para o céu". Céu? Só se for o céu dos masoquistas!

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

O "Espiritismo" se assume golpista e caminha para seu fim

O "Espiritismo" sempre se assumiu conservador. Rompido com Allan Kardec (mas mantendo este como mero objeto de bajulação), a "Seita dos Papalvos" sempre preferiu Jean Baptiste Roustaing e seu Neo-Catolicismo de traços medievais. Não é estranho ver "espíritas" defendendo a ditadura militar e o golpe de 2016.

Com o fracasso da chamada "Nova Era", o "Espiritismo" ficou sem o que dizer tendo que se limitar a falar sobre pieguices e exaltar a teologia do sofrimento (que não faz parte da doutrina original, sendo mais um enxerto católico trazido pelo beato Chico Xavier). Isso vem afastando seguidores e encalhando livros que são a fonte de renda das lideranças da FEB. Algo precisava ser feito.

Embora a "profecia" sem pé nem cabeça mostrada em um sonho banal de Chico Xavier não possa ser aplicada no mundo real, ela é útil para a legitimação do beato mineiro como "Senhor do Universo". Sus condição de "líder da humanidade" é o que atrai pessoas a centros e faz vender livros que levam a sua assinatura. Portanto para a FEB, recuperar o prestígio de Xavier era uma questão de sobrevivência sobretudo financeira.

Por meio do jornal carioca Correio Espírita (sic), a FEB retomou o dogma alucinado da "Data Limite" e tentou arrumar um jeito da "profecia" de Xavier "ser cumprida" mesmo com a bagunça político-econômica-social que destrói avassaladoramente o Brasil.

A ideia é transformar Michel Temer (Anjo Miguel?), recentemente "perdoado" das acusações de corrupção, em um "reconstrutor" do país e considerar a destruição do Brasil como uma espécie de "arrumação". Sob o risco de ser desmentidos mais tarde, "espíritas" preferiram adotar esta teoria para salvar a profecia de Xavier e o "Espiritismo", se aproveitando o baixo nível intelectual da elite que segue a versão deturpada da doutrina.

O Golpe é importante para os "espíritas" que defendem as elites gananciosas e não querem a melhoria da distribuição de renda. Acreditando que a má distribuição de renda é "impulsionadora da evolução espiritual" (na verdade uma interpretação errada de um texto de Allan Kardec), "espíritas" viraram quase fascistas e limitam a caridade a sopinhas aguadas e agasalhos rasgados, coisas que não mexem nos interesses gananciosos das elites protegidas. Aliás a ganância é bem vinda, desde que receba outro nome mais bonito (meritocracia?).

O texto publicado no jornal tenta confirmar a tese da "Data Limite" e sugere que após este caos, o Brasil irá "mandar no mundo" (sabe-se lá como: subdesenvolvido, sem empresas fortes e com povo escravizado e lideranças corrompidas), sob o comando de um direitista vindo das Minas Gerais (Aécio Neves?) e "levar lições de altruísmo e humanidade" (nem sei se rio ou se choro com este absurdo) para as outras nações.

Com a retomada da "Data Limite", que será desmentida tempos depois, o "Espiritismo" na verdade caminha para seu fim, pois seus seguidores não vão aguentar ver tanta contradição com a realidade sendo vendida como "sábias decisões da espiritualidade superior". 

A "Seita dos Papalvos" caminha para a sua extinção. Rompidos com Allan Kardec e Enrustidamente routainguistas de carteirinha, "espíritas" já não conseguem mais explicar os fatos reais e se mostrará uma seita cheia de dogmas mentirosos e ilusões cada vez mais alucinadas.

Como os mais sábios têm dito: o "Espiritismo" vai morrer em breve. E sem chance de se reencarnar.

sábado, 27 de maio de 2017

"Espíritas" sabem o que significa "evolução lenta e gradual"?

"Espíritas" vivem em uma realidade paralela. acho que deve ser o tal "mundo espiritual" que cultuam. Há um claro divórcio dos "espíritas" brasileiros com o mundo real, percebido na maneira de como eles enxergam a realidade, completamente diferente do que de fato acontece.

A FEB transformou o "Espiritismo" em uma igreja de fé cega. O papo de "ciência", "racionalidade" continua, mas só serve para autenticar os absurdos que integram o repertório doutrinário da alucinada igreja-que-pensa-que-é-filosofia-cientifica.

Uma dessas alucinações é a pressa que utilizam para defini a evolução da humanidade. Para "espíritas", a humanidade está "muito diferente" e "mais evoluída", garantindo que entramos em fase de regeneração. Este equívoco é repetido ad nauseam por muitos centros e acabam enganando os seguidores, criando a capacidade de enxergar cabelo em cascas de ovo.

Os "espíritas" brasileiros, ao aceitar esta falácia, demonstram que além de estarem alheios aos fatos da realidade, não leram as obras de Allan Kardec, que alerta: "toda a evolução é LENTA E GRADUAL" (grifo nosso). O que os "espíritas" consideram como "lenta e gradual"? apenas 1000 aninhos?

É notório que não evoluímos coisa nenhuma. Ainda mantemos antigos hábitos. O egoísmo nunca esteve tanto em alta, ainda mais em época de neoconservadorismo que exalta ideologias que preservam interesses gananciosos (com o apoio de "espíritas"). Ainda mentimos (o que mais fazemos), usamos drogas, ainda usamos armas, somos gananciosos, somos autoritários, ainda brigamos, matamos e fazemos coisas primárias. Ainda somos iguaizinhos aos bárbaros de tempos remotos. Como assim "estamos evoluindo"?

Curioso que o jornal Correio Espírita (sic), ano passado, usou uma manifestação organizada por grupos fascistas (sim, FASCISTAS), patrocinados por empresário gananciosos, como "comprovação da regeneração da humanidade e do esclarecimento político do povo brasileiro". Mas manifestações fascistas? Se nem as justas manifestações da esquerda, como a do último 28 de abril não sinalizam evolução, o que dirá de passeata organizada por fascistas e por empresários gananciosos.

Este fracasso da humanidade não pode ser enxergado como "evolução" Evoluímos muito pouco. A evolução tecnológica não pode ser utilizada como justificativa para a evolução humanitária porque se trata da evolução das máquinas e não dos seres humanos. E não raramente a tenologia mal utilizada pode fazer o oposto: estagnar ou retroceder o avanço humanitário, algo facilmente observável hoje em dia, com uma sociedade ao mesmo tempo burra e egoísta.

Se os "espíritas" fossem sérios e fiéis a doutrina original, aceitariam que a evolução humana é muitíssimo mais lenta do que eles pensam e o que aceitam como acontecido de mil em mil anos pode ocorrer de fato em trilhões de anos. Negar isso é fugir do mundo real e se isolar na ficção.

Regeneração? Não da agora! Fica para a próxima. Para daqui a trilhões de anos, se criarmos juízo até lá...

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Sobre Workshops caríssimos em Hoteis de Luxo

Uma prática comum na versão deturpada do "Espiritismo" brasileiro são as caríssimas palestras e workshops feitos supostamente para "divulgar estudos" sobre pontos "doutrinários". Prestando muita atenção, estes workshops mostram temas banais, geralmente relacionados não com o verdadeiro Espiritismo, mas com o moralismo cristão que contaminou a deturpada doutrina brasileira.

São palestras que em geral falam sobre família e amor, mas no sentido piegas. Coisas que poderiam ser resolvidas numa conversa cotidiana sem o gasto de um único centavo. Mas como estes temas trazem o prestígio de lideranças "espíritas", o preço elevado se torna atraente.

Fica a impressão que os temas propostos, por mais banais que sejam, ganhariam brilhantismo por sair das bocas de oradores como Divaldo Franco, que extraindo suco de pedra, dá falsa racionalidade a temas piegas que não precisariam ser discutidos, servindo mais de cortina de fumaça para temas realmente sérios nunca discutidos em palestras em centros.

Argumentam os defensores destes caros ciclos de palestras que elas são direcionadas aos mais ricos que "mais necessitam ouvir palavras que estimulem a bondade cristã". Sobre isso, há de se observar alguns detalhes:

- As palestras não falam do verdadeiro altruísmo, mas de conceitos estereotipados sobre bondade;
- Ricos não estão interessados em ouvir a respeito de altruísmo. Estas palestras são tratadas como eventos sociais e uma maneira desonesta dos ricos fingirem que são bondosos.

Para completar, os mesmos defensores alegam que o dinheiro, exceto o dinheiro reservado às despesas (incluindo o aluguel das salas para as palestras), vai totalmente para a caridade. Interessante a caridade "espírita". Pelo que eles falam, já era para a pobreza e as injustiças terem desaparecido do Brasil há tempos, pois o que se faz em nome da caridade é algo excessivamente colossal. Uma caridade sem resultado. Onde está todo este dinheiro?

Na verdade tudo não passa de teatro para puro entretenimento dos que querem fingir de bondosos. Uma seita majoritariamente elitista, que apoia silenciosamente governos golpistas que agem em nome de lideranças gananciosas, e define uma manifestação fascista como "confirmação da regeneração da humanidade" não sabe ser realmente altruísta.

Não adianta fazer workshops caros para discutir o sexo dos anjos. Nem que esta discussão banal seja estimulada por uma liderança prestigiada como Divaldo Franco, com um monte de ricaços na plateia, interessados em usar o evento para se promover como "tutores da humanidade" estereótipo dos maiores empresários perante as mentes mais conservadoras da sociedade em geral.

O "Espiritismo" brasileiro se mostra cada vez mais falido, perdido diante da realidade triste da humanidade e priorizando pieguice e moralismo religioso, se mostra negligente diante dos problemas e completamente inútil na transformação da humanidade. Não gastemos dinheiro com workshops banais como estas. Aprenderemos muito mais sobre altruísmo conversando com um professor universitário do que com lideranças religiosas que vivem no mundo da lua.

sábado, 20 de maio de 2017

Suicídio é assunto para se levar a sério, não sob histeria moralista

O "Espiritismo" brasileiro sempre criminalizou o suicídio. Ao invés de entender as razões que levam alguém a desistir de viver e resolver os problemas que encorajam a isto, lideranças e seguidores preferem apontar o dedo ao suicida e com base na Teologia do Sofrimento, obrigá-lo a aceitar o problema, achando que o mesmo lhe dará "prêmios na posteridade". 

Esta atitude torna a igreja dos espíritos, que tem Chico Xavier como sua maior liderança e fonte de base dogmática (Allan Kardec só serve para bajulação), uma doutrina da irresponsabilidade. "Espíritas" mostram a sua incompetência ao desistir de meios lógicos e racionais para impedir o suicídio. O caminho da criminalização moralista parece mais fácil para eles.

O que "espíritas" se esquecem, é que ninguém tem pensamentos suicidas sem motivo. Quase todos que encerram as suas vidas estão infelizes com elas. Mas dois casos recentes envolvendo suicídio apareceram para fazer os "espíritas" pensarem mais e eliminarem suas crenças subjetivas e desistir de apontar o dedo aos suicidas, criminalizando-os.

Um é o tal "Jogo da Baleia Azul". Um periódico tido como "espírita" se apressou e tratou de criminalizá-lo de forma histérica, só pelo fato de envolver aquilo que eles condenam subjetivamente. Uma melhor compreensão do que se trata o tal jogo que termina em suicídio, pode ser adquirida após a leitura deste texto.

Muito se fala sobre o tal jogo, mas é importante verificar se casos de suicídio ocorridos entre jovens ultimamente tem mesmo a ver com o jogo. Pesquisas mostram que não. Por outro lado, vivemos em um mundo de incertezas, onde o egoísmo cresce ("espíritas" negligenciam este fato, evitando debates a respeito), as exigências de inclusão na vida social e no mercado de trabalho aumentam e conflitos com outras pessoas, incluindo os próprios pais, se tornam mais frequentes. É uma situação que arrasa a auto-estima de qualquer jovem. Viver em si já se torna não mais um desafio, mas uma tortura.

Suicídio estimulado por superdosagem de remédio

Outro caso a observar e ainda mais bizarro é a morte de Chris Cornell, líder de bandas de rock como Soundgardem e Audioslave. O cantor americano iniciado no movimento grunge - estranhamente cheio de mártires mortos precocemente - foi encontrado morto recentemente e segundo análise, morreu de suicídio. A associação com o movimento grunge pode favorecer diagnósticos precipitados, mas é melhor conhecer a estória primeiro.

Cornell, por viver num mundo social onde o consumo de drogas é regra - não é só roqueiros, gigantesca maioria de ricos e famosos, incluindo "responsáveis" donos de empresas, consomem algum tipo de droga - era também um drogado. Testemunha de mortes causadas pelo consumo, Cornell decidiu abandonar as drogas. Para se tranquilizar durante a abstinência, tinha que tomar um remédio contra a ansiedade. Aí é que está o problema.

Para conter os efeitos da abstinência, Cornell teve que tomar Ativan (no Brasil, há um remédio similar, Lorazepam). Cornell estava com a vida controlada e suportando bem a abstinência. Um dia, segundo a sua esposa, chegou em casa com a fala arrastada e com repentino desejo de se matar. Detalhe: Cornell estava na melhor fase de sua vida, com sucesso na carreira e na vida pessoal, com casamento estável e cada vez mais próximo dos filhos.

Há suspeitas de superdosagem - provavelmente o cantor, por falta de atenção ter tomado mais de um em curto período ou alguém, interessado e prejudicar o cantor pode ter colocado uma quantidade maior pode ter armado para isso - pois segundo a esposa, algo confirmado por mim ao ler a bula de Lorazepam - a fala arrastada e os desejos de suicídio sã efeitos colaterais do remédio.

Ou seja, o suicídio de Cornell não foi intencional, o que pode colocar os "espíritas" acusadores em situação constrangedora. Acusar os outros nunca é bom e "espíritas" que da boca para fora condenam o pré-julgamento, vivem acusando os outros sem verificar as circunstâncias.

Se suicidas intencionais merecem o respeito e a compreensão de suas mágoas, imagine o caso de Cornell, que não se matou porque quis realmente, mas por efeito de um remédio perigoso que deve ser consumido com a maior atenção por ser capaz de alterar as intenções de vida de uma pessoa. 

Há muitas coisas novas que os "espíritas" precisam aprender na realidade que se apresenta diante deles.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Seita dos fujões

O mundo está em crise. Polarização política gerando ódio. Empresários gananciosos expandindo seus tentáculos. Mídia corporativa divulgando mentiras em seus noticiários. Um mundo cada vez pior, injusto e em conflito. Qual a solução proposta pelos "espíritas" para isso? Orar, cantar e pedir paz. 

Ora, uma doutrina que vive alardeando a todos os cantos que é racional, que pensa, que utiliza o cérebro e analisa, deveria ter uma solução racional e eficiente para esta fase ruim da humanidade. Em vez disso, apela para pieguice e para medidas inócuas que comprovadamente nada influem na eliminação de qualquer problema.

Isso é mais uma prova de que o "Espiritismo" brasileiro é uma farsa, um meio para verdadeiros incautos e incultos fugirem da realidade e se esconderem em um mundinho ilusório de felicidade virtual que entorpece tanto quanto qualquer tipo de ópio.

É uma irresponsabilidade imensa de lideranças "espíritas" consideradas pelos seguidores como "de evolução máxima" agir com total negligencia diante dos problemas. Uberaba melhorou com Chico Xavier? NÃO! Salvador melhorou com Divaldo Franco? NÃO! O Brasil melhorou com o "Espiritismo" brasileiro? NÃO! 

Aliás, não somente não melhorou como até piorou, visto que o repertório doutrinário dos "espíritas" é cheio de absurdos, contradições e ilusões de todos os tipos. Mesmo que não tenha arrancado dinheiro de seus fiéis - algo que nos desperta dúvida - no mínimo, enganou e engana seus seguidores e despreza qualquer forma racional de solução dos problemas cotidianos.

Allan Kardec foi jogado definitivamente na lixeira. O igrejismo tosco de Chico Xavier tomou as rédeas e leva a doutrina para o despenhadeiro. Sua incapacidade de encarar os problemas com seriedade tem comprovado a incompetência do "Espiritismo" brasileiro, corrupto já desde o seu surgimento, no Segundo Império.

Há muita gente sendo enganada. A "doutrina da razão e da caridade" está cada vez menos racional e caridosa. perde muito quem ainda apela para os "espíritas" na tentativa de melhorar a humanidade.