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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

O "Espiritismo" se assume golpista e caminha para seu fim

O "Espiritismo" sempre se assumiu conservador. Rompido com Allan Kardec (mas mantendo este como mero objeto de bajulação), a "Seita dos Papalvos" sempre preferiu Jean Baptiste Roustaing e seu Neo-Catolicismo de traços medievais. Não é estranho ver "espíritas" defendendo a ditadura militar e o golpe de 2016.

Com o fracasso da chamada "Nova Era", o "Espiritismo" ficou sem o que dizer tendo que se limitar a falar sobre pieguices e exaltar a teologia do sofrimento (que não faz parte da doutrina original, sendo mais um enxerto católico trazido pelo beato Chico Xavier). Isso vem afastando seguidores e encalhando livros que são a fonte de renda das lideranças da FEB. Algo precisava ser feito.

Embora a "profecia" sem pé nem cabeça mostrada em um sonho banal de Chico Xavier não possa ser aplicada no mundo real, ela é útil para a legitimação do beato mineiro como "Senhor do Universo". Sus condição de "líder da humanidade" é o que atrai pessoas a centros e faz vender livros que levam a sua assinatura. Portanto para a FEB, recuperar o prestígio de Xavier era uma questão de sobrevivência sobretudo financeira.

Por meio do jornal carioca Correio Espírita (sic), a FEB retomou o dogma alucinado da "Data Limite" e tentou arrumar um jeito da "profecia" de Xavier "ser cumprida" mesmo com a bagunça político-econômica-social que destrói avassaladoramente o Brasil.

A ideia é transformar Michel Temer (Anjo Miguel?), recentemente "perdoado" das acusações de corrupção, em um "reconstrutor" do país e considerar a destruição do Brasil como uma espécie de "arrumação". Sob o risco de ser desmentidos mais tarde, "espíritas" preferiram adotar esta teoria para salvar a profecia de Xavier e o "Espiritismo", se aproveitando o baixo nível intelectual da elite que segue a versão deturpada da doutrina.

O Golpe é importante para os "espíritas" que defendem as elites gananciosas e não querem a melhoria da distribuição de renda. Acreditando que a má distribuição de renda é "impulsionadora da evolução espiritual" (na verdade uma interpretação errada de um texto de Allan Kardec), "espíritas" viraram quase fascistas e limitam a caridade a sopinhas aguadas e agasalhos rasgados, coisas que não mexem nos interesses gananciosos das elites protegidas. Aliás a ganância é bem vinda, desde que receba outro nome mais bonito (meritocracia?).

O texto publicado no jornal tenta confirmar a tese da "Data Limite" e sugere que após este caos, o Brasil irá "mandar no mundo" (sabe-se lá como: subdesenvolvido, sem empresas fortes e com povo escravizado e lideranças corrompidas), sob o comando de um direitista vindo das Minas Gerais (Aécio Neves?) e "levar lições de altruísmo e humanidade" (nem sei se rio ou se choro com este absurdo) para as outras nações.

Com a retomada da "Data Limite", que será desmentida tempos depois, o "Espiritismo" na verdade caminha para seu fim, pois seus seguidores não vão aguentar ver tanta contradição com a realidade sendo vendida como "sábias decisões da espiritualidade superior". 

A "Seita dos Papalvos" caminha para a sua extinção. Rompidos com Allan Kardec e Enrustidamente routainguistas de carteirinha, "espíritas" já não conseguem mais explicar os fatos reais e se mostrará uma seita cheia de dogmas mentirosos e ilusões cada vez mais alucinadas.

Como os mais sábios têm dito: o "Espiritismo" vai morrer em breve. E sem chance de se reencarnar.