OBSERVAÇÃO IMPORTANTE:

IMPORTANTE: Este blogue não tem a pretensão de ser um site científico e nem de ser uma fonte para estudos. Apenas lançamos as questões e estimulamos o debate e a análise, servindo apenas para ponto de partida para estudos mais detalhados. Para quem quiser se aprofundar mais, recomendamos a literatura detalhada das obras de Allan Kardec - principalmente "O que é o Espiritismo" e visitar fóruns especializados, que não façam parte da Federação "Espírita" Brasileira.

Os textos aqui publicados são de responsabilidade de seus autores e correspondem ao ponto de vista pessoal de seus responsáveis, sejam ou não resultado de estudos.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Pediatra "espírita" culpa paciente por estupro sofrido

Um episódio ocorrido em Rondonópolis (MT) contribuiu ainda mais para tirar a máscara de "superioridade moral e intelectual" da seita que os brasileiros de forma equivocada conhecem como "Espiritismo". 

Uma pediatra que se assumiu "espírita" se recusou a atender uma paciente vítima de estupro por achar que ela "teria que pagar pelo que fez na vida passada", estando convencida da culpabilidade da vítima sem ter comprovação para isso. A pediatra alegou fidelidade a religião que seguia e pediu respeito à liberdade religiosa.

Com a mais absoluta certeza, a pediatra, além de desumana e arrogante - se achou na "autoridade" de decidir o que fazer com a criança, de apenas 7 anos - não conhece de fato a Doutrina Espírita, preferindo agir como o deturpador Chico Xavier, equivocadamente tido como maior liderança da doutrina no Brasil.

A pediatra se esqueceu de que a doutrina original não admite o dogma das "punições e recompensas", sendo este um enxerto católico como muitos que foram embutidos na doutrina por Xavier, um beato católico convicto de ideias retrógradas, mas que entrou na doutrina somente pelo fato de ser paranormal, sem qualquer conhecimento de seu conteúdo doutrinário.

Além de não haver esse negócio de "punições e recompensas", a pediatra não soube perdoar a criança, dando uma nova chance a ele de se recuperar. O passado se esquece e o que importa é o hoje. Mas nesta onda de ódio que há no Brasil (a pediatra deve ser conservadora), ela manifestou seu ódio pela menina desejando que ela pagasse pelo que faz, um desejo mais caracterizado como vingança do que como justiça.

A pediatra foi punida com o pagamento de R$10.000,00 por danos morais, o que é justo, embora o valor seja pouco diante da humilhação sofrida pela menina, que já teve a infelicidade de sofrer um estupro, algo extremamente inaceitável, que tira a dignidade de qualquer vítima.

Allan Kardec, que era pedagogo - entendia de infância - certamente teria perdoado a menina e a tratado com carinho e atenção. Quanto a Chico Xavier, talvez agisse como a pediatra, pois ele tinha o hábito de culpar as vítimas por suas desgraças, como fez muitas vezes em suas declarações e obras. 

É preciso um estudo melhor sobre a doutrina para que atos irresponsáveis cometidos pela pediatra, com base nas maluquices inventadas pela mente de Chico Xavier, não aconteçam mais.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Incompetente "Espiritismo" se recolhe diante crescimento do Fascismo no Brasil

O Fascismo cresce no Brasil como um verdadeiro câncer a gerar sérios danos à sociedade brasileira. Disfarçado de "indignação política", o Fascismo pretende, de maneira gradativa, eliminar pobres e classes desprestigiadas da sociedade, para que bens, privilégios e poder sejam exclusivos das classes sobreviventes, as elites e aqueles que as apoiam. 

Ontem, às 20 horas, houve um repentino panelaço aparentemente sem motivo. Pouco depois, soube-se que foi uma manifestação organizada por um grupo fascista, O Movimento Brasil Livre, que finge ser democrático, para atrair apoio popular para práticas fascistas, que pretendem reservar direitos importantes apenas às elites que apoiam o Fascismo. 

Mostra que as entidades fascistas como o citado MBL, o Vem pra Rua, Revoltados On Line e muitos outros, já começam a ser bastante influentes, o que preocupa muito. Especialistas em História da Política alertam com unanimidade que o que acontece no Brasil é muito parecido com os primórdios do Nazismo alemão. Guardadas as diferenças locais, na essência, vemos algo muito semelhante.

Para piorar, não se tratam de entidades a cultuar Adolf Hitler e Mussolini. Os organizadores desses movimentos sabem que é ilegal o culto a estas personalidades e pode espantar seguidores. Colocar uma fachada de "ativismo democrático" ajuda muito no seu modus operandi, tornando um movimento "lícito" e conquistando a simpatia de muito ingênuos que confundem as práticas fascistas com "saudável indignação popular".

Mesmo não tendo a influência assumida dos citados ditadores, o Fascismo tupiniquim segue direitinho a cartilha deles, com todas as regras cumpridas virgula a virgula. Se por um lado, soa "feio" cultuar estas lideranças, por outro é mais seguro e convincente criar um novo Fascismo, com novas lideranças (Sérgio Moro? Bolsonaro?), ainda não estigmatizadas negativamente diante da opinião pública.

Doutrina "progressista" de braços cruzados diante da barbárie

E o "Espiritismo" brasileiro, tão metido a racional e superior, que passou anos e anos inventando que no começo do século XXI (estamos nele!) seria uma época de grandes transformações "para melhor", representando inclusive um adiantamento de estágio, o que faz diante disso? Nada.

O "Espiritismo" brasileiro nunca mexeu um dedo para educar seriamente a população para um altruísmo responsável. Sua negligência começa a render seus frutos venenosos: uma sociedade crédula, emburrecida e egoísta que agora age com sadismo dos mais violentos.

Para piorar não só foi negligente com a evolução mental e moral de seus seguidores, como também pariu  no movimento um suposto médium de tendências fascistas, Robson Pinheiro, que usa a espiritualidade na tentativa de legitimar sua convicção fascistoide. 

Quanto às outras lideranças "espíritas", eles preferem assistir tudo de braços cruzados e se limitar a enviar mensagens de aceitação da dor, coerente com a Teologia do Sofrimento de que são fiéis, mas que nunca assumiram publicamente.

Interessante que tem chovido textos e mais textos pedindo para aceitarmos o sofrimento, para que tempos difíceis tenham que ser suportados, blá-blá-blá, blá-blá-blá! O "Espiritismo" brasileiro, traidor de Kardec, nunca quis de fato melhorar as mentes humanas, agindo apenas como uma igreja alucinada que acredita em reencarnação. Bom destacar: ACREDITA, não analisa.

O resultado da inércia de uma doutrina que deveria ser transformadora é este: ondas de ódio geradas pela má distribuição de benefícios que agrava mais ainda a ganancia instintiva da maioria das pessoas. Hoje, a barbárie retorna em nova roupagem, satisfazendo os instintos mais primitivos das bestas-feras que não desejam que os outros sejam beneficiados. Um cenário perfeito para o surgimento de uma nova forma de Fascismo, disfarçada de "indignação popular".

Se nada for feito para impedir este triste cenário - e os "espíritas" brasileiros dão sinais claros de que irão negligenciá-lo, o Brasil caminha para se tornar um novo Oriente Médio, onde o ódio coletivo aflora a ponto de saírem matando uns aos outros pelos motivos mais banais. 

Tristes tempos no Brasil e mais triste ainda saber que a doutrina que sempre fingiu ser mais avançada que as outras, enxerga tudo de braços cruzados, ignorando os danos graves que certamente começarão a aparecer diante dos nossos lacrimejantes olhos.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Retrocesso no Brasil e no mundo desmascaram farsa do "Espiritismo" brasileiro


O "Espiritismo" brasileiro sempre inventou que o início do século XXI seria de gigantesca transformação para melhor. Deu com os burros na água. Ignorando o tão bajulado Allan Kardec que disse que as transformações terrestres se dão de forma lenta e gradual, os brasileiros se apressaram a inventar que entramos em "fase de Regeneração", quando as características desta fase ainda nem começaram a aparecer e não há sinais de que irão aparecer tão cedo.

Pelo contrário: numa prova de que só agora concluímos a longa transição de Mundo Primário para mundo de Provas e de Expiações, entramos num serio retrocesso, com uma sociedade que, do contrário do que seria natural, está cada vez mais ignorante e odiosa. Estamos caminhando para trás, retomando nossas características animais e priorizando instintos em detrimento da racionalidade.

O mundo entra em franca decadência. Estamos cada vez mais incapazes de resolver os problemas do cotidiano. E incapazes de resolver, preferimos nos adaptar aos problemas, enquanto eles vão crescendo e se tornando mais difíceis de serem resolvidos.

Para piorar, nos tornamos odiosos. Com o fracasso do Capitalismo - como é que uma doutrina construída na base da ganância pode dar certo? - vieram as crises insolúveis que fazem com que os bens e benefícios sejam escassos. Na disputa pelo "lugar ao sol", decidimos transformar os outros em inimigos e partir para o ataque, seja em xingações nas redes sociais, até agressões físicas ou o prejuízo do direito alheio. 

A onda de ódio está tão epidêmica que contagiou até quem poderia nos defender: os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário que, junto com a mídia corporativista (Globo, Veja, Folha, Isto É, etc.) resolve criar medidas para ferrar com quase toda a população para que as grandes fortunas dos mais ricos - aliados ao poder político - não possa sofrer redução, por menor que seja.

Mas isso não teria dado certo se a população fosse majoritariamente inteligente. As pessoas andam tão ignorantes a ponto de condenar uma gestão honesta e que vinha desenvolvendo o país e trocá-la por outra cheia de corruptos que pretendem arruinar o país para satisfazer interesses do poder econômico (formado pelos maiores empresários do país e do mundo), que para a surpresa de muitos, é o que manda verdadeiramente no Brasil. Só por causa de boatos lançados pela mídia corporativa, infelizmente tradicionalmente confiável. 

Essa onda de retrocessos que nos devolve a um contexto muito parecido com o da República Velha (1889-1930), com as devidas atualizações (sobretudo tecnológicas), pelo menos serviu para uma coisa boa: desmascarar a farsa daquilo que os brasileiros conhecem como "Espiritismo", que nada tem a ver com Kardec (embora tenha o cacoete de citá-lo em vão).

O "Espiritismo" praticado no Brasil na verdade tem como base o Catolicismo híbrido e à paisana criado por Chico Xavier que, expulso de seu adorado Catolicismo Apostólico Romano por ser paranormal, foi adotado pela FEB e "convidado" a moldar o "Espiritismo" ao seu bom gosto, inserindo toneladas e toneladas de enxertos católicos, todos ausentes nas obras de Allan Kardec.

Xavier foi também um dos responsáveis pela falácia de que o planeta entraria em grande evolução no início do século XXI (enxerto do Apocalipse católico), numa pseudo-profecia cheia de erros grosseiros e que ilude muita gente que pensa em ver ciência naquilo que Herculano Pires sabiamente classificou como "Seita de Papalvos" (papalvo = idiota).

Ultimamente, visto que a profecia de sua maior liderança foi para o ralo, os "espíritas" se limitam a escrever textos sobre paz e amor e principalmente sobre a aceitação do sofrimento. Cientes de que tempos difíceis estão por vir, mas incapazes de usar a lógica (mas ué, eles não eram a "fé raciocinada"?) para propor soluções, agarram com firmeza a Teologia do Sofrimento defendida por Xavier, doutrina medieval que pretende impor a ideia de que somente a dor traz o progresso. Ideia que foi automaticamente assimilada pelo Neoliberalismo através da máxima "no pain, no gain".

É muito fácil pensar assim diante de problemas que nos recusamos a resolver. O "Espiritismo" brasileiro, tão metido a racional, se mostra tão inseguro diante dos problemas. Estranho haver "espíritos de máxima evolução" incapazes de resolver problemas como os que nos apresentam, se limitando a pedir para orarmos quando sabemos que frases ensaiadas não mudam o mundo.

Fica aqui a comprovação de que o "Espiritismo" brasileiro fracassou. A cada dia perde adeptos, após inúmeras análises que comprovam a inviabilidade de vários dogmas "espíritas". os que ficam seguem iludidos, com o cérebro anestesiado. 

Mas com o tempo a doutrina desaparecerá, até porque não há uma nova liderança (a provável jovem liderança resolveu abraçar o Fascismo, o que entra em franca contradição com o amor pregado pela Igreja Espírita) e suas profecias e dogmas demonstram não ir além de meras ilusões encontradas facilmente em livros de contos de fada. Os Papalvos ficarão envergonhados de assumir o rótulo daquilo que eles são na prática.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Com livros fascistas, Robson Pinheiro assume a postura que a FEB ainda omite

O "Espiritismo" brasileiro é uma religião de elite. A maioria dos seus seguidores pertence as classes mais abastadas. Por isso não é estranho saber que o "Espiritismo" se limita a caridade estereotipada, paliativa, aquela que consola sem resolver problemas ou injustiças. É uma caridade de direita, onde ricos e pobres são mantidos nas condições em que se encontram.

A FEB sempre esteve do lado da situação. É tradição da federação que finge ser espírita, mas que segue o Catolicismo medieval de Jean Baptiste Routaing (pouco falado, mas muito seguido), estar do lado do poder para obter benefícios e prestígio. 

Mas ideologicamente, a FEB, orientadora do "Espiritismo" brasileiro (mesmo para quem rompeu com a instituição), é claramente direitista. Não se vê no "Espiritismo" cristão (nome que os seguidores gostam de dar ao "Espiritismo" igrejeiro praticado no Brasil) atitudes similares a Teologia da Libertação, uma caridade politizada compromissada com a eliminação de problemas. Os "espíritas" brasileiros parecem estar interessados em preservar os problemas, apenas criando condições de bom convívio com eles.

Ainda não apareceu uma liderança "espírita" empenhada em falar em nome da seita sobre o que acha do governo golpista e mentiroso que age como ditadura e se prepara para eliminar importantes direitos essenciais para favorecer o capital especulativo. 

Mas um "espírita", não ligado a FEB, mas totalmente afinado com a metodologia da instituição, Robson Pinheiro, resolveu falar em nome dos "espíritas". "Yes, nós somos elite. Yes, nós somos coxinhas", afirma em atitude, sem citar exatamente esta frase. E nem precisa. Os livros "O Partido" e  "A Quadrilha" já dizem a que vieram: de modo fascista, atacar a altruísta esquerda e glorificar a gananciosa direita. Para Robson Pinheiro, Leon Denis era "petralha" e foi pago pelo PT. Muito antes do PT surgir e de Lula nascer.

Robson Pinheiro contradiz a Doutrina Espírita

Nem é preciso ler os livros de Pinheiro para conhecer o conteúdo. É exatamente o mesmo das mensagens odiosas difundidas nas redes sociais por internautas pagos por grandes empresas para escrever asneiras sem sentido para  desmoralizar a esquerda. A diferença é que Pinheiro põe na conta da "espiritualidade superior", na tentativa desesperada de supor que o "mundo espiritual" aprova o ganancioso Capitalismo. Ou seja, para Pinheiro, "fora da ganância não há salvação".

É ridícula a tese de que a espiritualidade superior aprovou o golpe. Robson Pinheiro demonstra não somente desconhecimento total dos bastidores da política (narrada por ele de forma infantil) como do fato que espíritos superiores enxergam as mentes das pessoas. Os espíritos sérios sabem que houve um golpe e que forças capitalistas gananciosas usaram a desculpa de "combate a corrupção" para obter apoio popular ao seu projeto ganancioso de retorno ao poder.

A política é algo complexo e sabe-se muito bem que políticos não mandam na política. O poder econômico, representado por banqueiros, especuladores e os maiores empresários e executivos mundiais é que ditam as regras da política. O cotidiano não acontece sem a decisão do poder econômico. 

Pinheiro não sabe disso ou se sabe, finge não saber. Se ele acha que Lula e os petistas erraram, uma atitude realmente espírita seria a de ouvir o ex-presidente e integrantes de seu partido e tentar entender o outro lado da questão. Mas preferiu a atitude fascista de acusar Lula e os petistas de mafiosos, sem provas mas com convicção (Pinheiro é espírita, ou evangélico como Dallagnol?) e partir para o ataque com estes livros que contradizem frontalmente a altruísta doutrina espírita.

Dentro do Capitalismo não há salvação

Especialistas comprovam que somente as doutrinas consideradas "de esquerda", humilhadas por Robson Pinheiro em seus livros, têm as condições de praticar a verdadeira caridade mencionada nas obras de Allan Kardec. O Capitalismo é essencialmente arrivista, ganancioso e corrupto e o egoísmo é uma "qualidade" essencial para que um capitalista possa atingir seus objetivos com plenitude. 

O Capitalismo (cujo nome significa "culto ao dinheiro"), benéfico apenas nos primórdios das revoluções francesa e industrial, já apresenta seus mortais efeitos colaterais e causa uma crise sem precedentes em todo o mundo. está mais do que na hora do Capitalismo sumir e dar lugar a ideologias mais comprometidas com o bem estar social coletivo. Ah, falo em bem estar, não em consumismo, a especialidade dos capitalistas, frequentemente confundido como tal.

Peço para os espíritas sérios e até para os não sérios ("espíritas" de Chico Xavier), mas que têm boa índole, para que ignorem os livros "políticos" de Robson Pinheiro. São obras de ficção ditadas por espíritos doentes, de linha nazi-fascista e que, seguindo a lei de atração, utilizam o ódio do médium para que seus pontos de vistas particulares sejam impostos à sociedade.

Tenho a certeza de que espíritos superiores estão do lado do bem. E estar do lado do bem é querer o bem de todos, finalidade que nunca fez parte do Capitalismo defendido de forma fascista pelo médium coxinha Robson Pinheiro. A ganância sempre foi o oposto da caridade. Não dá para ser homem de bem querendo que apenas meia duzia de ricos tenham direito a dignidade.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

A tristeza de Allan Kardec diante do fracasso de sua doutrina

Muito bajulado, mas nada seguido, Allan Kardec comemoraria a data de hoje em profunda tristeza, pois vê a sua doutrina ser hoje tradicional e frequentemente confundida com uma seita igrejista que nada faz para evoluir a humanidade, se limitando a associar ideias de reencarnação ao mais retrógrado moralismo igrejeiro, soterrando de vez todo o ideal progressista descoberto pelo mestre de Lyon.

Apesar de citado com frequência e de seus bajuladores e deturpadores se auto-rotularem de "kardecistas", Allan Kardec é ainda um grande desconhecido de todos. Sua doutrina não conseguiu sr assimilada além de uma minoria de estudiosos a contestar toda a deturpação praticada pela FEB e por ídolos que falaram e falam em nome dela, como Bezerra de Menezes, Chico Xavier, Divaldo Franco e seus similares.

Infelizmente, o que deveria ser o Espiritismo, uma ciência a estudar a não-matéria, foi reduzida a uma religião cristã igualzinho a tantas, focada na caridade paliativa e no moralismo conservador. Se traveste de "progressista" pegando carona no prestígio do codificador, mas na prática é tão incompetente e retrógrada quanto qualquer seita neo-pentecostal.

Em mais de 130 anos, aquilo que os brasileiros conhecem como "Espiritismo" não trouxe nada de positivo. Serviu mais como um cabide de lideranças a difundir verdadeiras asneiras em palestras de centros, tendo como base a fé cega e não a racionalidade recomendada por Kardec.

Elegeu como seu "maior mestre" um intruso de outra seita, o católico Chico Xavier, que por não entender bulhufas sobre o que é Espiritismo, se sentiu livre para colocar na doutrina um festival de estranhos enxertos oriundos de sua verdadeira fé, a católica, que ele nunca largou.

Resta lamentar que o Espiritismo verdadeiro desaparece aos poucos. O falso, consagrado por Chico Xavier, ainda segue enganando muita gente, embora seus dogmas alucinados fiquem restritos ao meio. Incapaz de ajudar a evolução de seus seguidores, a forma deturpada pela FEB com ajuda do medium mineiro sobrevive como uma mera igreja a entreter almas ingênuas e carentes, ansiosas por alguém que resolva por elas os problemas que recusam a resolver.

Allan Kardec, esquecido em seu país natal, se torna aos poucos esquecido no país que o "acolheu". A sua ciência é complicada demais para ser aceita pelos que o sábio Herculano chamava de "papalvos", gente ingênua que prefere acreditar do que analisar e que por isso segue feliz, enganada por lideranças incompetentes a alimentar ilusões.

domingo, 11 de setembro de 2016

O "Espiritismo" brasileiro nada faz para impedir suicídios. Pelo contrário: o estimula involuntariamete

Ontem, 10 de setembro, foi o Dia da Prevenção contra o Suicídio, proposto pela Organização Mundial de Saúde. Nós aqui concordamos que o suicídio não é solução para nada.

Mas também respeitamos o suicida por ser uma pessoa que chegou ao extremo do desespero e não encontra mais nenhuma condição de viver dignamente. Ninguém se mata pelo suicídio em si e sim porque chegou ao extremo do sofrimento.

Mas o "espíritas", em seu moralismo católico-medieval não pensam da mesma forma. Forçados a acreditar no suicídio como um crime hediondo e defensores da Teologia do Sofrimento que recomenda o aprisionamento de pessoas em seu sofrimento, sob a desculpa de que "a dor purifica", os "espíritas" não conseguem compreender o sofrimento de alguém que chega a uma condição extrema. Condenam o suicídio, mas nada fazem para impedi-lo.

Por defenderem a Teologia do Sofrimento (algo que é oposto as obras da codificação kardeciana), "espíritas", incapazes de criar soluções para que suicidas em potencial encontrem uma maneira de solucionar seus problemas, preferem fazer ameaças ("se você se matar, vai ser punido"), ficar inventado que sofrer é lindo ou propor compensações frouxas e supérfluas para os graves problemas ("se alegre: olhe a natureza, o passarinhos...").

O modo que "espíritas" encaram o suicídio é totalmente irracional. Metidos a "científicos", "espíritas" nunca (eu disse NUNCA) usaram a mente para criar soluções e lutar por melhorias que pudessem acabar com o sofrimento de quem pretende encarrar a sua vida. Preferem o caminho mais fácil: criminalizar o suicídio, fazer apologia do sofrimento e outras atitudes que só agravam ainda mais a triste situação.

Ao invés de ajudar, acabam, mesmo sem intenção, aumentando ainda mais a coragem do suicida, pois sem soluções e acusado de "criminoso", ele se sente inferiorizado e sem amparo e é aí mesmo que ele encontra a coragem necessária para se matar e se mata. Os "espíritas" não reparam que a atitude deles só agrava o problema?

Não seria melhor abandonar o moralismo retrógrado e usar o cérebro para propor soluções reais e concretas para os problemas que levam uma pessoa a tentar se matar? Se os "espíritas" se acham "tão racionais", que tal usar melhor o cérebro para tomar certas atitudes sensatas?

É muito fácil acusar os outros disso e daquilo (interessante como "espíritas" condenam o julgamento, julgando os outros). Criminalizar o suicídio é um erro tão grave ou maior que o suicídio em si. A criminalização é um caminho fácil percorrido por preguiçosos que se recusam a solucionar problemas, ou por que estes exigem esforço ou abnegação, ou porque os próprios "espíritas" guardam uma raiva medieval contra aqueles que "desobedecem as decisões divinas".

Os "espíritas" deveriam pensar melhor sobre o suicídio, com base nos problemas do suicida. E não com base em um moralismo decadente que nunca consegue cortar a raiz dos problemas que originam inúmeros casos de encerramento da vida com as próprias mãos.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Os fascistas estão no poder. E agora?

A bondade das religiões nunca teve a ver com altruísmo. Tem muito mais a ver com fé em dogmas e obediência a divindades. Por isso não é estranho o apoio de setores religiosos ao Fascismo e a ideais anti-humanitários. Se tudo der errado, os religiosos contam com o "perdão divino" para os livrar das punições e das consequência nocivas de suas decisões equivocadas.

Ontem, para a alegria das elites conservadoras e para a tristeza dos verdadeiros homens de bem, "O Partido" foi expulso do governo através de um golpe a tirar Dilma Rousseff da presidência sem que houvesse um motivo objetivo para isso. Defensores até agora continuam a procurar, de forma subjetiva, motivos para justificar a expulsão, já que assumir os reais motivos pegaria muito mal para o prestígio social.

Em seu lugar, toma posse uma horda de corruptos interessados em prejudicar a maioria da população em troca de lucro fácil e ampliação de poder. Uma máfia que aos olhos dos conservadores não parece má, por não se encaixar no estereótipo de vilania criado nos últimos anos pelas mídias conservadoras que só sabem criar novelas e manipular mentes incautas.

Infelizmente, desde hoje, um tempo nebuloso se instala no país. Fascistas e similares agora ditam as regras do país que sob a desculpa de "recuperar-se da crise", promete eliminar toda e qualquer conquista social, para que apenas o bem estar dos mais ricos seja preservado. Pergunto aos "espíritas": como evoluir espiritualmente desta forma?

As elites estão tranquilas porque não sabem o que vem por aí. Crentes de que são as classes privilegiadas, agarram seus supérfluos com unhas e dentes e abrem mão da ética e do bom senso para atingirem seus objetivos. Mas para a "defesa de valores e da honra" vale qualquer coisa. Com o apoio de muita gente que se diz "cristã", colocando a capa da religiosidade para cometer maldades sob o rótulo de "bondade".

"Espíritas" já começam a se manifestar a favor do golpe. Eles são elitistas por excelência, o que parece coerente. "Espíritas" acreditam na absurda tese, lançada por setores conservadores, de que apenas uma minoria tem direito ao bem estar, convertido por quem acredita na tese em um troféu, quando deveria ser um direito. Ou seja, vida digna é um "prêmio" pela luta diária, o que casa perfeitamente com a Teologia do Sofrimento defendida pelo retrógrado Chico Xavier, o beato católico que apoiou a ditadura em sua fase mais cruel.

E se a corrida pela sobrevivência é uma competição, alargada foi dada. Mas o pódio tem poucos degraus e muita gente vai se perder no caminho. Mas não faz mal. O rótulo de "Cristão" protege os sádicos conservadores de qualquer acusação de maldade. E gente maldosa em liberdade é a pior coisa que pode existir em uma sociedade.

domingo, 21 de agosto de 2016

Ideais fascistas no "Espiritismo" brasileiro

O termo "fascismo" é controverso, mas é utilizado frequentemente para designar ideologias que pretendam combater o fim das desigualdades e impor sistemas decididos por minorias que se acham no direito de fazer o que quiserem para impor a ordem o satisfazer seus interesses de dominação.

Enquanto o Espiritismo Original, codificado por Allan Kadec, encontra afinidades com ideais progressistas (corroboradas pelas obras de Leon Denis), a versão praticada no Brasil graças a deturpação igrejeira e à influência das obras de Jean Baptiste Roustaing, sempre pendeu para a direita, embora seus seguidores e algumas lideranças não estivessem convictos disso.

Recentemente, setores do "Espiritismo" brasileiro assumiram a sua guinada para a direita. Uma atitude coerente, pois a versão deturpada sempre teve afinidade com ideias regressivas e apoia até hoje iniciativas como a Teologia do Sofrimento, tese medieval que alega que o sofrimento é o caminho para a felicidade, observada politicamente na teoria do "no pain, no gain" dos capitalistas.

Como há um certo exagero em certos setores "espíritas" brasileiros em reprovar a igualdade de direitos entre todos os seres humanos, assumindo como 'justa" as desigualdades sócio-econômicas, pode se dizer que, em certos aspectos, o "Espiritismo" brasileiro encontrou afinidade com alguns ideais fascistas.

O culto doentio e obediência cega a uma liderança (devoção a Chico Xavier), a ideia de que só é bem sucedido quem sofre antes (Teologia do Sofrimento, "No pain, no gain" capitalista), a seletividade de classes (uma elite que tem que continuar próspera e inatacável e um proletariado que deve se contentar com assistencialismo paliativo) e a defesa de ideias conservadoras (varias delas herdadas do Catolicismo medieval), somada a adesão recente a um governo direitista, são fatores que já podem classificar o "Espiritismo" brasileiro como simpatizante do Fascismo. 

O próprio Chico Xavier, que apesar de admirado por setores mais ingênuos de esquerda, sempre foi direitista dos mais conservadores, defendeu a ditadura na sua pior fase e condenava o ativismo social, classificado por ele como "desordem", achando que as classes mais oprimidas devem ser obedientes e aceitar a sua condição humilhante, sob a desculpa de serem "reencarnações de pessoas más", algo que e dito sem ser comprovado (Chico Xavier julgando os outros sem pervas, para depois dizer que ninguém deve ser julgado sem provas. Ora, ora, ora!). 

Além do direitismo quase extremo de Xavier, temos as ideias de Roustaing, a postura preconceituosa de Emmanuel (cuja afinidade com o fascismo é ainda mais clara) e agora o livro O Partido, de Robson Pinheiro, que, além de tentar criminalizar ideais progressistas, adapta, discretamente algumas posturas fascistas para os dias atuais, associando-as com o "Espiritismo" deturpado pelo retrógrado Chico Xavier. Tudo feito sem alarde e sem assumir o rótulo, mas com intenções claras de seletividade ideológica e suave sadismo contra os menos favorecidos.

A seletividade elitista sempre esteve presente na versão deturpada da doutrina, que considerou, através de julgamento subjetivo, os ricos como "reencarnação de benfeitores" e por isso guarda para eles uma posição privilegiada nas atividades "espíritas". A ganância dos ricos nunca é criticada (até porque os ricos são estimulados a praticar o assistencialismo paliativo, caraterizado por caridade frouxa e não-transformadora), sendo as "lições" "espíritas" direcionadas apenas aos que sofrem, aprisionados irreversivelmente em condições sócio-econômicas humilhantes.

"Médiuns" (ricos) para um lado, "humildes" para outro

Em um centro que um amigo nosso frequentou, ele, que não é rico, nos contou que havia uma reunião de jovens em uma tarde de sábado. Após a leitura de um livro e de algumas palestras, o líder do grupo avisou que os os "médiuns" teriam que se recolher em uma sala para os trabalhos. Por uma estranha coincidência, os "bonitos" e "bem vestidos" foram todos para esta sala e os mais humildes ficaram de fora. Não havia humildes entre o grupo que entrou e nem "bem vestidos" no grupo que ficou de fora. No grupo que entrou havia crianças pequenas, que obviamente não sabiam o que é mediunidade. Coincidência demais ou só ricos poderiam, na ocasião, serem "médiuns"?

Para uma seita cujos frequentadores pertencem majoritariamente de elite e que tem que ter seus privilégios preservados, não é nada equivocado falar em fascismo, pois a ideologia sempre pregou a seletividade e a concessão de privilégios a grupos limitados, alegando "predestinação" e condenando outros. O "Espiritismo" brasileiro sempre defendeu que, excetuando a elite, as pessoas deveriam sofrer para conseguir um sucesso futuro e que o sofrimento por mais cruel que seja deveria ser aceito pois vinha de "decisões sábias" de autoridades que supostamente sabiam de tudo e só "queriam o bem de todos". 

Mesmo que não assuma o fascismo e não absorva todos os aspectos dessa ideologia sádica e excludente, há sim algo de fascista no "Espiritismo" brasileiro. O que derruba de vez o falso mito de que a doutrina deturpada é a mais avançada das religiões.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

O crescimento do Fascismo no Brasil

Contrariando o clima de otimismo que se instalou nos cada vez mais isolados centros "espíritas", nota-se um terrível crescimento do Fascismo em setores das elites brasileiras. Um crescimento que segue silenciosamente, pois a mídia, mesmo apoiando este tipo de ideologia, não pode assumir publicamente visto o péssimo estigma deixado pelo Fascismo e ideologias similares.

Para quem não sabe, o Fascismo surgiu na Itália e tem como principal figura o ditador Benito Mussolini. Era uma ideologia excludente que enxergava "pureza étnica" na multi-étnica (??!!) "raça" romana. Pretendia eliminar todos aqueles que diferissem ou discordassem das propostas defendidas pelo fascismo. Rivais eram transformados em vilões sanguinários, por mais bondosos e pacifistas que fossem de fato. Bastava discordar de Mussolini & Companhia para ser considerado "perverso" e por isso eliminado da humanidade.

Adaptada para a realidade brasileira, o Fascismo tem dado as suas feias caras sobretudo no Sul e no Sudeste, onde a elite sempre gananciosa e excludente, empenhada em proteger seus privilégios e legitimar seus abusos, predomina. Rio de Janeiro e Curitiba tem sido paraísos perfeitos para a prática dos neofascistas, que destilam seu ódio contra esquerdistas, ateus, nordestinos, pobres, negros, gays, mulheres e tudo que esteja em desacordo com suas convicções particulares.

Os fascistas tem encontrado em redes sociais o seu meio de meter medo e destruir reputações alheias. Auto-rotulados de "homens de bem", "democratas", "imparciais" e outros nomes lindos, não hesitam em querer matar os outros sob a desculpa de "defesa da honra e da moral", alegando estarem se defendendo contra aqueles que consideram sanguinários. Atribuir aos outros os defeitos que possuem, é cacoete muito comum entre os fascistas.

Este preocupante cenário que cresce com rapidez no Brasil contradiz com o dogmatismo equivocado do "Espiritismo" brasileiro que nada tem da ciência que finge possuir. Um país que se prepara para um imenso retrocesso que pode colocar a sociedade nas mesmas condições que estiveram no início do século XX, sem direitos e com qualidade de vida bastante precária. Curiosamente na mesma época em que começa a surgir o maior símbolo da deturpação "espírita", o beato católico Francisco Cândido Xavier, maior responsável pelo imenso estrago feito na doutrina.

Em mais de 100 anos de atividades, nenhuma liderança "espírita" conseguiu estimular um desenvolvimento espiritual de seus seguidores, boa parte integrante da mesma elite que aderiu ao fascismo. Há até uma obra "espírita" fascista, O Partido, escrito pelo "médium-astro" Robson Pinheiro, Apesar de não assumir o rótulo, o conteúdo do livro tem total afinidade com os ideais do Fascismo italiano, adaptados a realidade brasileira.

Isso faz cair por terra o otimismo de lideranças como Divaldo Franco, que alega que nunca estivemos tão altruístas, se referindo ao Assistencialismo, forma de caridade paliativa que acha que uma sopinha aguada e agasalhos rasgados são suficientes para melhorar as vidas de pessoas carentes. Melhorar de fato a vida dos mais carentes é que o "Espiritismo" nunca conseguiu fazer. E o resultado está aí, um país fascista que prepara leis para piorar ainda mais as condições dos cidadãos mais carentes.

domingo, 14 de agosto de 2016

Data Limite e o cenário atual do Brasil

Certa vez, o beato católico Chico Xavier teve um sonho banal, inspirado em suas convicções religiosas. Sonhou que Jesus havia chamado para uma reunião várias lideranças universais e o próprio Xavier para decidir o que fazer diante da ida ao homem à Lua, entendida pelo beato como ameaçadora aos interesses da Terra.

Deslumbrado com o relato de um sonho, um jovem ingênuo, com aparência típica de estudante de seminário católico, conhecido como Geraldo Lemos Neto, resolveu, para tentar promover o beato a profeta, considerar o sonho como uma profecia e a tal reunião, que tem características que lembram um conto de fadas, realidade. 

Desde então, muito trabalho tem sido feito para tentar legitimar a "profecia", já que era bom para os admiradores do beato Chico Xavier, tão beatos quanto ele, promovê-lo a colecionador de qualidades humanas, agregando as de profeta e cientista.

Muito tempo e dinheiro são gastos para explorar e defender esta tese absurda, que nasceu de um sonho tipicamente religioso, com traços típicos de um dogma absurdo. Ele se baseia na tola tese de que Jesus é o governador da Terra e leva em conta a falsa superioridade do beato Xavier, cheio de defeitos e que deturpou a doutrina e defendeu a ditadura militar em sua fase mais sangrenta, justamente quanto muitos conservadores já não apoiavam o autoritário regime militar.

A "profecia" ganhou o nome de "Data Limite" e sua tese alega que a Terra irá evoluir em 2019, com um confuso Brasil governando o mundo com a ajuda do ganancioso EUA. Países espiritualmente evoluídos como os da Escandinávia seriam destruídos. Cientistas estrangeiros viriam para o Brasil, quando na realidade acontece o oposto. Enfim, "Data Limite" é uma "profecia" cheia de erros e totalmente risível. Não seria nada ofensivo chamar de tolos os que apoiam esta tese.

Ainda mais que ela está prestes a ser contestada pelos fatos reais. Estamos quase em 2019 e as circunstâncias observadas no Brasil e no mundo comprovam que os sonho de Xavier não passa de mero sonho, sonhado por um beato católico.

A derrubada de uma presidente sem culpa, por um bando de corruptos comprovados. O governo desastroso interessado em satisfazer interesses de forças retrógradas. O crescimento do Fascismo entre a elite brasileira. A eliminação de direitos essenciais para o povo brasileiro. Como acreditar que um país como este está "se evoluindo e preparado para liderar o mundo"?

Na verdade, "Data Limite" tem duas finalidades: atrair adeptos para a deturpação "espírita" (o Neocatolicismo enrustido praticado no Brasil) e "canonizar" Chico Xavier para que ele seja também "reconhecido" como "cientista" e "profeta", fazendo-o de um ser sobre-humano que colecionava qualidades, varias delas ausentes em sua personalidade, graças a sua nunca assumida precária evolução espiritual. Precária por causa da entoxicação dogmática recebida pelo Catolicismo medieval que Xavier nunca deixou de seguir.

Enquanto isso o Brasil segue rumo ao mais trágico retrocesso. O "Espiritismo" em mais de 100 anos nada fez para impedir isso, negligenciando o estímulo para a evolução intelectual e moral do povo brasileiro, hoje cada vez mais egoísta, burro e odioso.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Suicida não é criminoso

O "Espiritismo" brasileiro condena muito mais o suicídio que o homicídio. É estranho para uma doutrina que se pretende ser caridosa, mas isto é fato. Para os "espíritas", enquanto o homicida é visto como um "justiceiro de vidas passadas", o suicida é alguém que desobedeceu o Gigante Invisível que todos chamam de "Deus".

Só que esta opção mostra ainda mais que o caráter altruístico do "Espiritismo" brasileiro é uma farsa. Entusiastas da Teologia do Sofrimento, que acredita que a prosperidade vem depois da dor, não conseguem entender o sofrimento alheio, preferindo aconselhar o suicida em potencial a suportar sua condição, mesmo que seja a pior das torturas.

Eu respeito suicidas. Se esquecem os "espíritas" que ninguém se mata por diversão. Se alguém decide encerrar a sua vida é porque ela se tornou insuportável. O problema que originou a infeliz decisão se tornou insolúvel. E normalmente suicidas são pessoas que não obtiveram algum tipo de ajuda para resolvê-las.

Metidos a científicos , os "espíritas" se limitam a dizer "você está proibido de se matar". Na tentativa de justificar, preferem fazer como outras religiões e usar o medo: "se você se matar, vai sofrer ainda mais no Vale dos Suicidas". Vale dos Suicidas é um setor do fictício Umbral, nome que dão ao inferno cristão, já que no Brasil o "Espiritismo" nunca passou de um Catolicismo sem batina e reencarnacionista. E católicos adoram meter medo para justificar suas "punições".

Porque os "científicos" "espíritas" não usam a lógica para criar soluções para resolver os problemas de quem quer se matar? Porque acham que é melhor intimidar através do medo? Certamente é bem mais fácil meter medo do que raciocinar para criar uma solução.

Para piorar ainda mais a situação, os "espíritas" consideram o suicídio um crime, e além de abalar a já baixa auto-estima de quem pretende encerrar a sua vida, serve de encorajamento, pois rotulado de criminoso, a pessoa se sente ainda mais inferiorizada e criar a coragem que faltava para cometer a decisão drástica que poderia ser resolvida se recebesse um auxílio mais racional.

O "Espiritismo" brasileiro sempre foi uma farsa. A aversão irracional que eles tem dos suicidas só comprova isto, mostrando que os adeptos do beato católico Chico Xavier, não são de fato altruístas, pois nunca agem para impedir o cometimento do suicídio que tanto reprovam, preferindo encorajá-lo através do medo e da colocação de rótulos ofensivos.