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sábado, 20 de maio de 2017

Suicídio é assunto para se levar a sério, não sob histeria moralista

O "Espiritismo" brasileiro sempre criminalizo o suicídio. Ao invés de entender as razões que levam alguém a desistir de viver e resolver os problemas que encorajam a isto, lideranças e seguidores preferem apontar o dedo ao suicida e com base na Teologia do Sofrimento, obrigá-lo a aceitar o problema, achando que o mesmo lhe dará "prêmios na posteridade". 

Esta atitude torna a igreja dos espíritos, que tem Chico Xavier como sua maior liderança e fonte de base dogmática (Allan Kardec só serve para bajulação), uma doutrina da irresponsabilidade. "Espíritas" mostram a sua incompetência ao desistir de meios lógicos e racionais para impedir o suicídio. O caminho da criminalização moralista parece mais fácil para eles.

O que "espíritas" se esquecem, é que ninguém tem pensamentos suicidas sem motivo. Quase todos que encerram as suas vidas estão infelizes com elas. Mas dois casos recentes envolvendo suicídio apareceram para fazer os "espíritas" pensarem mais e eliminarem suas crenças subjetivas e desistir de apontar o dedo aos suicidas, criminalizando-os.

Um é o tal "Jogo da Baleia Azul". Um periódico tido como "espírita" se apressou e tratou de criminalizá-lo de forma histérica, só pelo fato de envolver aquilo que eles condenam subjetivamente. Uma melhor compreensão do que se trata o tal jogo que termina em suicídio, pode ser adquirida após a leitura deste texto.

Muito se fala sobre o tal jogo, mas é importante verificar se casos de suicídio ocorridos entre jovens ultimamente tem mesmo a ver com o jogo. Pesquisas mostram que não. Por outro lado, vivemos em um mundo de incertezas, onde o egoísmo cresce ("espíritas" negligenciam este fato, evitando debates a respeito), as exigências de inclusão na vida social e no mercado de trabalho aumentam e conflitos com outras pessoas, incluindo os próprios pais, se tornam mais frequentes. É uma situação que arrasa a auto-estima de qualquer jovem. Viver em si já se torna não mais um desafio, mas uma tortura.

Suicídio estimulado por superdosagem de remédio

Outro caso a observar e ainda mais bizarro é a morte de Chris Cornell, líder de bandas de rock como Soundgardem e Audioslave. O cantor americano iniciado no movimento grunge - estranhamente cheio de mártires mortos precocemente - foi encontrado morto recentemente e segundo análise, morreu de suicídio. A associação com o movimento grunge pode favorecer diagnósticos precipitados, mas é melhor conhecer a estória primeiro.

Cornell, por viver num mundo social onde o consumo de drogas é regra - não é só roqueiros, gigantesca maioria de ricos e famosos, incluindo "responsáveis" donos de empresas, consomem algum tipo de droga - era também um drogado. Testemunha de mortes causadas pelo consumo, Cornell decidiu abandonar as drogas. Para se tranquilizar durante a abstinência, tinha que tomar um remédio contra a ansiedade. Aí é que está o problema.

Para conter os efeitos da abstinência, Cornell teve que tomar Ativan (no Brasil, há um remédio similar, Lorazepam). Cornell estava com a vida controlada e suportando bem a abstinência. Um dia, segundo a sua esposa, chegou em casa com a fala arrastada e com repentino desejo de se matar. Detalhe: Cornell estava na melhor fase de sua vida, com sucesso na carreira e na vida pessoal, com casamento estável e cada vez mais próximo dos filhos.

Há suspeitas de superdosagem - provavelmente o cantor, por falta de atenção ter tomado mais de um em curto período ou alguém, interessado e prejudicar o cantor pode ter colocado uma quantidade maior pode ter armado para isso - pois segundo a esposa, algo confirmado por mim ao ler a bula de Lorazepam - a fala arrastada e os desejos de suicídio sã efeitos colaterais do remédio.

Ou seja, o suicídio de Cornell não foi intencional, o que pode colocar os "espíritas" acusadores em situação constrangedora. Acusar os outros nunca é bom e "espíritas" que da boca para fora condenam o pré-julgamento, vivem acusando os outros sem verificar as circunstâncias.

Se suicidas intencionais merecem o respeito e a compreensão de suas mágoas, imagine o caso de Cornell, que não se matou porque quis realmente, mas por efeito de um remédio perigoso que deve ser consumido com a maior atenção por ser capaz de alterar as intenções de vida de uma pessoa. 

Há muitas coisas novas que os "espíritas" precisam aprender na realidade que se apresenta diante deles.

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